- Cuba informou que se prepara para a possibilidade de um ataque militar dos EUA, segundo o vice-ministro das Relações Exteriores, Carlos Fernandez de Cossio, em entrevista à NBC.
- Ele afirmou que os militares estão prontos para uma eventual agressão, embora esperem que isso não ocorra.
- As declarações ocorrem em meio a uma escalada de críticas de Trump e do secretário de Estado Marco Rubio e à forma como a ilha reage a negociações com os EUA.
- As sanções americanas intensificaram o bloqueio a combustíveis, agravando a crise energética; Cuba teve apagões nacionais pelo menos seis vezes no último ano.
- O governo cubano disse estar aberto a negócios, mas que a mudança política e a situação dos prisioneiros não estão em negociação; a ilha afirma não estar em colapso e busca soluções criativas.
O governo cubano afirmou que se mantém atento ao endurecimento da pressão dos Estados Unidos sob a gestão de Donald Trump. Segundo o vice-ministro das Relações Exteriores, Carlos Fernández de Cossío, Havana trabalha para enfrentar a possibilidade de uma agressão militar. A declaração foi dada em entrevista veiculada pela NBC neste fim de semana.
De Cossío disse que os militares cubanos estão permanentemente preparados. Mesmo assim, ressaltou que o país espera que tal cenário não se confirme. A posição reflete uma linha desafiadora de Cuba diante da retórica de Washington.
As sanções contra a economia cubana foram ampliadas. Trump intensificou medidas, incluindo restrições a fontes de combustível, financiamento e suprimentos. A ilha tem enfrentado dificuldades com o desabastecimento energético.
Contexto econômico e político
Cuba mostrou abertura para investimentos de cubanos no exterior, em meio a negociações com os EUA. Rubio criticou tais medidas, dizendo que não alteram a essência do regime cubano. De Cossío afirmou que a estrutura governamental não está na negociação.
O governo cubano também informou sobre alterações limitadas em prisões políticas. Enquanto mantém a postura de abrir para negócios, não negocia mudanças políticas com Washington. De Cossío reiterou que a natureza do governo cubano permanece fora do debate.
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