- Um ataque aéreo paquistanês atingiu o Centro de Reabilitação Omid para dependentes de álcool e drogas, em Kabul, na noite de segunda-feira.
- A autoridade do governo afegão (Talibã) informou mais de quatrocentas pessoas mortas; a missão da ONU aponta que o número pode subir acima de quinhentas vítimas entre mortos e feridos.
- Pelo menos cento e quarenta e três falecimentos teriam ocorrido segundo a ONU; autoridades afegãs elevaram o total para cerca de 408 mortos e 265 feridos.
- O ataque aconteceu quando pacientes retornavam aos seus dormitórios após as orações noturnas de Ramadã; muitos pacientes estavam em um único quarto com cerca de vinte pessoas.
- Famílias buscaram por entes queridos em cemitérios sem identificação, enquanto voluntários de emergência relatam fogo difícil de controlar e cenas de rescaldo com restos humanos.
O ataque aéreo, atribuído ao Paquistão, atingiu na noite de segunda-feira um centro de reabilitação para drogados em Kabul, no Afeganistão, durante o período de Tarawih. A operação, que o Paquistão descreve como targeting de infraestrutura terrorista, causou um elevado número de mortos e feridos.
Autoridades afegãs disseram que 408 pessoas morreram e 265 ficaram feridas. A ONU indicou que o balanço é provisório e pode subir. O local atingido, conhecido como Omid ou Esperança, funcionava dentro de uma instalação gerida pela administração de fato de Kabul.
Familiares buscaram por seus entes queridos durante o Eid, período de comemoração que marca o fim do Ramadã. Sohrab Faqiri perdeu o irmão, Qais, que estava em tratamento há meses no centro. Ele só reconheceu o corpo ao ver imagens de um sepultamento em massa.
Testemunhas relatam que pacientes estavam se preparando para alta quando houve explosão. O fogo se alastrou, dificultando os trabalhos de resgate. Missionários, voluntários da Cruz Vermelha e equipes locais ajudaram nos socorros, com dificuldade para alcançar os feridos.
O episódio ocorreu quando pacientes retornavam aos dormitórios após as preces noturnas de Ramadã. Burnouts de guerra anteriores tornaram o local ainda mais vulnerável ao incêndio imediato. Vítimas protegiam-se entre escombros até a chegada de equipes.
Segundo a Organização das Nações Unidas, a área afetada abrigava, além de pacientes, profissionais ligados ao serviço de saúde. Médicos relataram ferimentos graves por fragmentos de explosão e queimaduras extensas. Muitos sobreviventes receberam atendimento emergencial.
A rede humanitária informou que o local de Omid já abrigava pacientes de idade variada e que a destruição afetou várias estruturas do complexo. Fontes do setor de saúde mencionaram que exames e triagens adicionais são necessários para mapear os impactos completos.
Autoridades paquistanesas defenderam a operação, alegando atacar alvos terroristas, mas não detalharam evidências. O governo afegão e organizações internacionais pedem de-escalada, com apelos por investigação independente e cessar-fogo.
Dejan Panic, diretor da Emergency em Kabul, descreveu duas grandes explosões e observou que parte do hospital recebeu pacientes com ferimentos de estilhaços. Ele informou ainda que a cidade mantém registros de danos significativos em várias unidades.
Entidades humanitárias destacaram que a reconstrução exigirá tempo e recursos. A comunidade internacional acompanha com cautela a evolução dos números oficiais e a resposta das autoridades afegãs para garantir investigação transparente e apoio às famílias afetadas.
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