- Um ataque com drone do exército a um hospital em El-Daein, Darfur oriental, deixou 64 mortos e 89 feridos, segundo a Organização Mundial da Saúde.
- O ataque foi atribuído pela ONG Emergency Lawyers ao exército; o RSF domina Darfur ocidental, enquanto o governo controla o leste, o centro e o norte do país.
- A Organização Mundial da Saúde registrou o episódio como “confirmado” e informou que houve violência com armas pesadas que afetou a assistência, pacientes, suprimentos e armazenamento.
- O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos afirmou estar appaalled com a escalada de ataques a hospitais e drones de maior poder usados em áreas populadas.
- No contexto humanitário, mais de 33 milhões de pessoas precisam de ajuda; ataques a serviços de saúde já resultaram, neste ano, em 12 incidentes com 178 mortos e 237 feridos.
Um ataque a uma unidade de saúde em El-Daein, capital do estado de Darfur Oriental, no Sudão, deixou pelo menos 64 mortos e 89 feridos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A ofensiva ocorreu na sexta-feira e foi atribuído a um drone militar, segundo o grupo de defesa Emergency Lawyers, que monitora atrocidades no conflito entre o exército e as Forças de Apoio Rápido (RSF).
A OMS informou que o ataque, classificado como violência com uso de armas pesadas, atingiu um estabelecimento de saúde secundário, atingindo profissionais de saúde, pacientes, suprimentos e estoque. A agência não atribuiu responsabilidade, ressaltando que não atua como órgão investigativo. O UN OCHA havia expressado perplexidade após o ocorrido.
Contexto do conflito e impacto humanitário
El-Daein fica sob controle da RSF e tem sido alvo de ataques do exército, que tenta recuar a força paramilitar para posições em Darfur. O evento eleva o registro de ataques a serviços de saúde no país desde o início do conflito, com mais de 1.800 mortos em ataques a hospitais até dezembro. Este ano, foram contabilizados 12 ataques, resultando em 178 mortes e 237 feridos. O conflito já deslocou mais de 11 milhões de pessoas e agrava crises de fome para mais de 33 milhões.
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