- Israel realizou vinte novos bombardeios contra o Irã, e o premiê Benjamin Netanyahu disse que o país está prestes a ser dizimado, afirmando que a guerra terminará muito mais rápido do que se imagina.
- As declarações tranquilizaram o mercado: o Brent chegou a cerca de 107 dólares e Wall Street teve queda moderada na sessão anterior.
- O conflito se estende pelo Golfo, com ataque a uma refinaria no Kuwait e o Irã retaliando contra interesses norte-americanos na região, aumentando temores de impacto na economia global.
- A União Europeia pediu moratória aos ataques a infraestruturas de energia e hídricas; líderes também discutiram apoio para manter a navegação no Estreito de Ormuz, condicionando participação ao fim dos combates.
- No Líbano, o conflito se intensificou com novos bombardeios israelenses a cidades no sul, em meio a tensões com o Hezbollah.
Israel realizou 20 novos bombardeios contra o Irã nesta sexta-feira, em meio a uma escalada regional. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a guerra caminha para um desfecho mais rápido do que o esperado, dizendo que o Irã está prestes a ser dizimado.
Segundo a leitura oficial, a ofensiva ocorre no 21º dia do conflito, com Teerã já divulgado como abrindo ataques contra alvos no Golfo. Enquanto isso, mercados reagiram com queda modesta na bolsa de Nova York e leve recuo do petróleo.
No Golfo, observa-se uma sequência de ataques com mísseis e drones. Emirados Árabes Unidos reportou resposta a foguetes, Arábia Saudita interceptou drones e o Bahrein confirmou incêndio provocado por estilhaços de uma agressão iraniana.
No Kuwait, uma refinaria voltou a ser atingida por drones, provocando incêndio e o fechamento de unidades do complexo. A ação ocorre após ataques de retaliação a instalações estratégicas da região, atreladas a tensões entre EUA, Israel e Irã.
Paralelamente, o Irã informou que responderá com firmeza caso haja novos ataques às suas infraestruturas de energia. O chanceler Abbas Araghchi destacou que a resposta só será proporcional às agressões recebidas.
Na União Europeia, líderes discutiram uma moratória aos ataques a infraestruturas críticas, com apoio a esforços para manter a navegação no Estreito de Ormuz. A participação de países europeus depende do fim imediato dos combates.
Para estabilizar o mercado, vários países da AIE liberaram reservas estratégicas de petróleo. O total anunciado foi de cerca de 426 milhões de barris, em esforços para conter alta de preços.
No Líbano, as forças israelenses prosseguiram ataques a cidades do sul, segundo a agência oficial local. Em meio à escalada, o presidente libanês pediu reforço de trégua e diálogo com Israel, em meio à visita de representantes estrangeiros.
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