- Israel lançou na madrugada uma nova leva de ataques contra infraestrutura do regime no “coração” de Teerã, após ataques iranianos a Jerusalém.
- O primeiro-ministro Benjamín Netanyahu deixou aberta a possibilidade de uma operação terrestre contra o Irã, dizendo que não basta atuar apenas pelo ar.
- Barém e Emiratos Árabes Unidos relataram ataques em seus territórios; na região, refinaria Mina Al-Ahmadi também foi atingida por drones, causando incêndio sem vítimas confirmadas.
- A Kuwait afirmou que drones atingiram a refinaria Mina Al-Ahmadi na véspera; também houve ataques a duas grandes refinarias kuwaitianas, segundo a companhia petrolífera.
- Entre os números da violência, quinze pessoas morreram em Israel e quatro na Cisjordânia; o Irã registrou, até 5 de março, cerca de 1.230 mortos.
O Exército de Israel informou ter iniciado, na madrugada de sexta-feira, uma nova ofensiva contra infraestrutura do governo iraniano no coração de Teerã. A ofensiva segue ataques anteriores que atingiram Jerusalém em questão de horas, com disparos a partir do Irã. O premier israelense, Benjamin Netanyahu, sinalizou recentemente a hipótese de intervenção terrestre para mudar o regime iraniano, citando a necessidade de um componente terrestre além do domínio aéreo.
Ainda na mesma madrugada, ataques mútuos continuam a ocorrer na região. Drones e mísseis foram lançados entre Irã, Israel e alvos no Golfo, elevando a tensão e levando países vizinhos a reforçar medidas de defesa. Não há confirmação de vítimas imediatas nos relatores oficiais de Teerã ou de Jerusalém até o momento.
Refino no Golfo e resposta de Emirados e Barém
A Kuwait Petroleum Corporation confirmou novos impactos de drones na refineria Mina Al Ahmadi, com incêndios em unidades específicas e sem registro de feridos. Defesas aéreas interceptaram ataques no espaço aéreo dos Emirados Árabes Unidos, que também anunciaram interceptação de artilharia e drones iranianos. Baréin relatou incêndio em um depósito provocado pela agressão, com a defesa aérea interceptando dezenas de mísseis e drones desde o início do conflito.
Contexto e desdobramentos econômicos
O conflito já impacta preços de energia e desloca decisões de bancos centrais, que acompanham possíveis pressões inflacionárias. Houve alta temporária de preços do gás após ataques a infraestrutura de Ras Laffan, no Catar, e a uma terminal petrolífero no Mar Vermelho. Irã sinaliza uso da economia como ferramenta de pressão na escalada do confronto.
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