- Israel reabriu o crossing de Rafah com o Egito após quase três semanas para permitir a saída de alguns palestinos feridos para tratamento.
- A Cruz Vermelha Palestina informou que oito feridos e dezoitoessete de seus familiares seriam autorizados a entrar no Egito para tratamento médico; não está claro quantos voltariam a Gaza.
- A abertura resulta de conversas entre representantes do chamado Conselho de Paz ligado ao ex-presidente Donald Trump e autoridades do Hamas, em Cairo.
- Em Gaza City, dois ataques aéreos israelenses نهodos quatro palestinos e feridos outros; Israel não comentou.
- O Ministério da Saúde de Gaza registra quase seiscentos e oitenta mortos desde o cessar-fogo de outubro; Israel afirma ter sofrido perdas de quatro soldados.
Israel reabriu nesta quinta-feira o posto de passagem Rafah, com a Egito, após quase três semanas, para permitir que alguns palestinos feridos recebam tratamento médico. A ação ocorre em meio a relatos de mortes por ataques israelenses no enclave.
Segundo a Sociedade da Cruz Vermelha Palestina, apenas oito feridos em ataques israelenses durante o conflito de dois anos poderão entrar no Egito para tratamento médico, além de 17 familiares. Ainda não ficou claro quantos poderão retornar a Gaza pelo mesmo posto.
Fontes disseram à Reuters que a reabertura decorre de conversas recentes entre emissores do chamado Conselho da Paz de Donald Trump e autoridades do Hamas, em Cairo, com o objetivo de sustentar o cessar-fogo em Gaza, sob tensão desde ataques de EUA e Israel contra o Irã.
O posto havia reaberto em fevereiro, após ficar fechado desde maio de 2024, nos primeiros meses da guerra entre Israel e Hamas. A abertura ofereceu algum alívio a pacientes que buscavam atendimento médico fora de Gaza ou que pretendiam retornar após fugir dos combates.
Intensificação da violência
Dados locais indicam queda momentânea nos ataques após ações dos EUA e de Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, mas a atividade ofensiva voltou a subir; moradores, médicos e analistas apontam esse aumento.
Nesta quinta-feira, duas ofensivas aéreas israelenses ceifaram ao menos quatro vidas e deixaram feridos em Gaza City, segundo autoridades da saúde local. O governo israelense não comentou de imediato o episódio.
O governo da Faixa de Gaza relata que quase 680 pessoas foram mortas por fogo israelense desde o cessar-fogo de outubro, enquanto Israel informa ter perdido quatro soldados em ataques de militantes na mesma período.
Ambas as partes se responsabilizam por violações do cessar-fogo, em meio a tentativas de manter o acordo vigente. A situação continua a exigir verificação independente e monitoramento para evitar novas escaladas.
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