- O ministro de Inteligência do Irã, Esmail Jatib, foi morto em um ataque atribuído a Israel; o episódio ocorre em meio a uma ofensiva contínua de Teerã contra Israel, o Golfo e bases dos EUA.
- Anteriormente, Israel teria eliminado Ali Larijani, chefe de segurança do regime, e Gholamreza Soleimani, chefe da milícia Basij, em operações de alta relevância.
- Israel e os Estados Unidos teriam atacado uma refinaria de gás na Zona Econômica Especial de Pars Sur, na costa sul do Irã, provocando um incêndio.
- O ataque provocou alta no preço do Brent, que chegou a 109 dólares por barril, e no gás TTF, a 55,5 euros por megawatt-hora.
- Com Mojtaba Jameneí como novo líder supremo, o Irã enfrenta incertezas sobre quem comanda, enquanto o regime mantém a linha de estabilidade interna e vingança.
O ministro iraniano da Inteligência, Esmail Jatib, foi morto em um ataque realizado por Israel durante a ofensiva em curso, segundo relatos de Teerã. A ofensiva envolve também ações conjuntas entre Israel e Estados Unidos contra alvos ligados ao governo iraniano.
Segundo a imprensa iraniana, o episódio ocorreu no contexto de uma série de operações que atingem a cúpula do regime. Em dias anteriores, Ali Larijani, chefe da segurança do país, e Gholamreza Soleimani, líder da milícia Basij, já haviam morrido em ações atribuídas a Israel. Autoridades iranianas indicaram que o objetivo dessas ações é desestabilizar o governo.
Do lado israelense, autoridades afirmam que a meta é eliminar líderes estratégicos do regime. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, mencionou que a política do país prevê a eliminação de altos mandos iranianos quando houver chance de ação efetiva, sem necessidade de novas autorizações políticas.
Paralelamente, houve ataques a uma refinaria de gás na Zona Econômica Especial Pars Sur, na costa sul do Irã, atribuídos a Israel e aos EUA. O incidente gerou um incêndio e impactos no mercado de energia, com alta nos preços do brent e do gás natural na Europa, segundo a Tasnim, agência oficial iraniana.
Na avaliação internacional, o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Jameneí, permanece em posição de comando, ainda que haja informações conflitantes sobre a sanidade e a continuidade da liderança. A morte de Jatib, assim como de Larijani e Soleimani, intensifica incertezas sobre a gestão do país durante o conflito.
No Irã, agências oficiais destacam a necessidade de manter a estabilidade e advertiram que nenhum inimigo é considerado intocável. O governo tem enfatizado a resiliência da estrutura política, mesmo com episódios de violência que resultaram em vítimas e feridos.
No terreno, diversas cidades registraram resposta de defesa civil e mobilização de emergências. Em Beirute, obras de resgate e atendimento a feridos continuam após ataques atribuídos a ações de retaliação regionais, ampliando o contorno de hostilidades entre redes de aliados regionais e internacionais.
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