- O Exército de Israel anunciou que destruirá, a partir do meio‑dia, todos os pontes que ligam o sul do Líbano ao restante do país, para impedir o deslocamento de Hezbollah.
- Os primeiros alvos foram três pontes sobre o rio Litani, dois deles em Burj Rahal e Qasmiyeh, conforme comunicado do porta‑voz Avichay Adraee.
- A medida visa evitar o traslado de membros e de armas de Hezbollah para o sul e criar uma zona de segurança, isolando milhares de civis que resistiram à evacuação.
- O Ministério da Saúde do Líbano aponta 968 mortos e mais de 2.400 feridos; cerca de 150 municípios do sul podem perder acesso a alimentos e outros itens básicos.
- Também houve ataques a infraestrutura em Beirute e a redes de abastecimento; a ONU informou sobre redução de atividades comerciais no sul e envio de 36 toneladas de ajuda humanitária a Beirute.
O Exército de Israel informou que vai demolir de forma iminente todos os pontes que ligam o sul do Líbano ao restante do país. A ação visa impedir o movimento de Hezbollah, segundo comunicado divulgado por Avichay Adraee, porta-voz em árabe, no início da tarde de hoje.
A primeira ofensiva ocorreu já na região, com a detonação de três pontes sobre o rio Litani, marcando a intensificação das ações na fronteira. A operação é apresentada como necessidade para evitar a passagem de militares e armas para o sul do Líbano.
O objetivo declarado é criar uma zona de segurança, em meio a conflitos que se ampliam desde o retorno das hostilidades. O governo de Israel busca ampliar suas posições na região sul, onde a ofensiva diária segue causando tensões.
Situação humanitária e impacto
O sul libanês permanece isolado, com milhares de civis sob indicação de deslocamento. O Ministério da Saúde do Líbano confirma quase 968 mortos e mais de 2.400 feridos desde o início dos confrontos. O sul, com cerca de 250 mil moradores em 150 municípios, enfrenta desabastecimento.
A ONU informou que mercados na região do Litani têm operado de forma reduzida, com muitos comércios fechados. A agência destaca dependência de convoys humanitários e alerta para riscos de queda no fornecimento de alimentos e itens básicos.
Em Beirute, ataques a infraestrutura civil foram registrados na madrugada, atingindo edifícios residenciais. O Comitê para a Proteção de Jornalistas aponta violência contra a imprensa e exige apuração das mortes. A cidade registrou pelo menos uma fatalidade entre jornalistas associada ao ataque.
Contexto e desdobramentos
Navega-se entre ataques na Beká e no sul, com ao menos cinco postos de combustível ligados a Hezbollah atingidos. Militares israelenses afirmam manter operações para ampliar posições na região de fronteira, enquanto o Líbano convoca negociações para pôr fim ao conflito.
Líderes de ambos os lados reiteram firmeza: o governo israelense ameaça surpresas militares, e Hezbollah declara continuidade da resistência. O cenário humanitário permanece frágil, com aumento de pessoas deslocadas dentro do Líbano.
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