- Israel ampliou o contingente na fronteira com o Líbano para mais do que o dobro desde 1º de março e realiza buscas em casas de vilarejos no sul do Líbano, após evacuação ordenada.
- As operações contra o Hezbollah envolvem ataques aéreos e fogo de artilharia, com quedas de fumaça visíveis em áreas do sul libanês.
- O objetivo, segundo o Exército de Israel, é impedir que o Hezbollah tenha infraestrutura militar, incluindo esconderijos de armas e centros de comunicações em vilarejos.
- Khiyam, cidade no sul do Líbano a cinco quilômetros da fronteira, é alvo inicial de um avanço, com várias edificações destruídas à medida que se entra no território libanês.
- As hostilidades já deixaram dezenas de mortos em ambos os lados, incluindo dois soldados israelenses e quase mil libaneses, segundo autoridades locais; Hezbollah não fornece contagens regulares de suas baixas.
Israel aumentou mais que o dobro o efetivo ao longo da fronteira com o Líbano desde 1º de março e realiza buscas em casas de vilarejos do sul libanês, conforme um comandante israelense, que pediu anonimato por questões de segurança, afirmou nesta quarta-feira.
As operações aéreas de Israel sobre Beirute seguem ativas na ofensiva contra o Hezbollah, líder do grupo armado no Líbano que atua desde 2 de março na linha de frente do conflito, aliado ao Irã. Núcleos de infraestruturas militares são alvo de ataques e o humo de explosões se eleva sobre as áreas atingidas.
Deslocamento de moradores é amplo: centenas de milhares deixaram o sul do Líbano após a ordem de evacuação de áreas ao sul do rio Litani, visto por Israel como reduto do Hezbollah. O grupo tem disparado foguetes contra Israel desde a ampliação do conflito.
Posicionamentos defensivos dentro do Líbano
O comandante, responsável pela infantaria no Líbano, afirmou que as posições no território libanês são classificadas como defensivas. Não informou o número atual de tropas israelenses no sul. O objetivo é verificar se o grupo armando escondia armas ou centrais de comunicações em áreas residenciais.
Segundo a liderança israelense, algumas residências evacuadas foram utilizadas para ocultar armamentos. O Exército de Israel sustenta que a verificação é necessária para evitar que casas sirvam como instalações militares.
O Hezbollah nega uso de infraestrutura civil para armazenar armamentos e acusa Israel de destruir moradias para dificultar o retorno de civis. Grandes parte das vilas do sul do Líbano sofreu danos significativos devido aos ataques.
Avanço rumo a Khiyam
O Exército israelense avança lentamente pelo sul do Líbano com o objetivo de controlar a cidade de Khiyam como etapa inicial, antes de avançar até o rio Litani, segundo fontes de segurança libanesas e um representante estrangeiro que monitora os fatos no terreno.
O comandante israelense afirmou que as ordens de ampliar o raio de atuação dependem de instruções superiores. Ele acrescentou estar pronto para realizar todo tipo de operação caso receba ordem.
Na área da fronteira próxima a Metula, há fortificações israelenses cravadas nas encostas, com tanques, veículos blindados e tratores de construção. Mangeadas por semanas, as estruturas continuam a haver entre as cidades.
Contexto estratégico e impactos
Do lado israelense, helicópteros de ataque e aviões estão em operações quase contínuas sobre o Norte, com explosões e tiros que se sobrepõem ao som de artilharia do outro lado da fronteira. Mesmo com a redução de capacidade de ataque do Hezbollah, autoridades israelenses destacam que a organização mantém poder de atingir áreas profundas em Israel.
Nas áreas de chuva das regiões vizinhas, moradores relatam ouvirem sirenes com frequência, sinal de risco constante. A situação humanitária é marcada por deslocamentos e destruição de infraestrutura em vilarejos do sul libanês.
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