- Nos primeiros seis dias de ataque dos EUA e de Israel contra o Irã, os gastos com bombas financiadas pelo contribuinte totalizaram $11,3 bilhões.
- Esse valor seria capaz de cobrir, em um único ano, o orçamento da Agência de Proteção Ambiental (EPA), do Centro de Controle de Doenças (CDC) e do National Cancer Institute (NCI) somados, segundo a comparação da matéria.
- O montante da primeira semana supera ainda o total destinado a pesquisas científicas federais neste ano, via National Science Foundation (NSF).
- Especialistas e críticos apontam que o gasto militar evidencia prioridades diferentes, em detrimento da saúde pública e da ciência.
- O governo tem proposto cortes de mais de cinquenta por cento em orçamentos da EPA e da NSF, mas o Congresso manteve limites próximos aos níveis atuais.
O governo dos EUA gastou 11,3 bilhões de dólares na primeira semana de ataque militar contra o Irã. A soma ocorreu entre o 28 de fevereiro e os seis dias seguintes, e envolve bombardeios financiados por recursos públicos. O montante é superior aos orçamentos anuais de várias agências de saúde e ciência.
Os gastos foram divulgados pelo Pentágono aos legisladores. O valor não inclui custos adicionais com a mobilização, deslocamentos de forças ou operações futuras, que devem elevar ainda mais o total. A narrativa aponta para uma prioridade militar elevada frente a outras áreas.
A soma registrada destaca a diferença entre as despesas com defesa e os recursos destinados a saúde pública, ciência e inovação no país. Empresas e pesquisadores veem esse desequilíbrio como um indicativo das escolhas de políticas públicas do governo.
Despesas públicas e saúde
A primeira semana de hostilidades poderia financiar integralmente a EPA, CDC ou NCI, segundo estimativas públicas de orçamento. A EPA tem orçamento anual em torno de 8,8 bilhões de dólares; a CDC, 9,2 bilhões; e o NCI, 7,4 bilhões.
A comparação também envolve o financiamento à pesquisa científica federal, onde a NSF teve orçamento anual menor que o montante gasto no Irã em apenas uma semana. A avaliação baseia-se em dados de fontes oficiais do governo.
As críticas destacam o efeito de tal gasto sobre a saúde pública e o meio ambiente. Analistas apontam impactos potenciais na qualidade do ar, na proteção ambiental e no avanço de tratamentos médicos prioritários.
Reações e contexto político
Partidos e especialistas discutem se o orçamento militar é suficiente para sustentar o conflito. Some parlamentares argumentam que o DoD já possui recursos amplos, mesmo com o acréscimo recente. Outros defendem redirecionar parte dos recursos para serviços públicos.
A gestão tem priorizado reduzir recursos de pesquisa com cortes significativos em agências como EPA e NSF. Mulheres e homens da academia alertam para consequências na inovação científica, na formação de talentos e na credibilidade internacional do Brasil.
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