- Familiares e amigos procuraram seus entes no centro de reabilitação em Cabul, dois dias após o bombardeio ocorrido na noite de segunda-feira.
- O governo talibã afirma que mais de quatrocentas pessoas foram mortas e duzentas e sessenta e cinco ficaram feridas no ataque aéreo.
- o Paquistão rejeita a acusação, dizendo que atingiu apenas instalações militares e infraestrutura de apoio a terroristas, aumentando a tensão entre os dois países.
- Muitos parentes não sabem se seus familiares estão vivos, feridos ou foram transferidos; alguns corpos já foram entregues às famílias, outros permanecem não identificados.
- Há disputa sobre o alvo do ataque: Afeganistão diz que o centro era uma instalação de reabilitação conhecido como Camp Phoenix, convertido em facility civil; Paquistão sustenta ter atingido um sítio militar de armazenamento de armamentos.
O ataque aéreo contra um centro de reabilitação em Kabul, Afeganistão, ocorrido na noite de segunda-feira, deixou centenas de mortos e feridos. O governo talibã afirma que mais de 400 pessoas foram mortas e cerca de 265 ficaram feridas, conforme balanço divulgado após a operação. A ofensiva coincidiu com momentos de oração no local, dias antes do fim do mês sagrado do Ramadã.
Na quarta-feira, familiares e amigos passaram o dia procurando por entes queridos entre os sobreviventes e a pilha de escombros. Muitos não tinham informações sobre o paradeiro de familiares, enquanto equipes de resgate continavam a trabalhar no local, que ainda apresentava focos de fogo e destroços espalhados.
A polícia interna informou que alguns corpos já foram identificados e entregues às famílias, enquanto outros permanecem no departamento de medicina legal. O chanceler afegão informou que as cerimônias fúnebres seriam realizadas ao longo do dia.
A disputa sobre o alvo do ataque está em curso entre Afeganistão e Paquistão. Autoridades afegãs afirmam que o centro de reabilitação, antiga base militar da OTAN convertida em instalação civil, foi claramente atingido. O Paquistão sustenta ter atacado instalações militares ligadas a redes terroristas.
O Paquistão afirmou ter atingido Camp Phoenix, descrevendo o local como um depósito de armamentos e equipamentos militares. Detalhes das explosões sugerem, segundo as autoridades paquistanesas, a presença de grandes depósitos ali.
Organizações internacionais, incluindo a UE e agências da ONU, reiteraram que instalações civis e médicas não devem ser alvo em conflitos e pediram desescalada imediata. O episódio ocorre em meio a um cenário de instabilidade regional, com tensões entre vizinhos agravadas recentemente.
O conflito no entorno tem sido marcado por decisões de potências regionais e por tentativas de mediação, com impactos sobre a população civil, especialmente na capital Kabul, onde centros de tratamento e serviços humanitários têm sido alvo de disputas e retaliações.
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