- O ataque aéreo atingiu um centro de reabilitação em Kabul, e famílias continuam buscando por seus entes queridos dois dias depois.
- O governo afegão, sob o regime talibã, informou mais de quatrocentas mortes e 265 feridos.
- o Paquistão afirmou ter atingido apenas instalações militares e infraestrutura de apoio ao terrorismo, negando alvo civil.
- Testemunhas disseram ver fumaça e destroços; bombeiros ainda apagavam focos de incêndio no local.
- Autoridades afegãs preveem enterros para quarta-feira e trabalhos de identificação de corpos seguem na medicina legal.
Um ataque aéreo, alvo de controvérsia entre Afeganistão e Paquistão, deixou um centro de reabilitação de drogas em Kabul destruído. A ofensiva ocorreu na noite de segunda-feira, quando pacientes e funcionários estavam em oração, perto do fim do mês sagrado do Ramadã. A explosão provocou um grande número de vítimas e deixou moradores da região ainda buscando parentes desaparecidos dois dias depois.
Relatos do Ministério do Interior afegão indicam que mais de 400 pessoas foram mortas e 265 ficaram feridas, segundo informações do governo de Kabul. O ataque é apontado pela parte afegã como alvo claro a uma instalação de reabilitação, antiga base militar da OTAN, convertida para uso civil. O Paquistão, por sua vez, afirmou ter atingido instalações militares e infraestrutura de apoio a terrorismos, rejeitando as alegações de alvo civil.
Na manhã de quarta-feira, familiares aguardavam do lado de fora, sem saber se seus entes estavam vivos, feridos ou desaparecidos. Um homem de 50 anos disse buscar o parente internado no centro e afirmou que o nome dele não constava nas listas de vivos. Outros relataram ter sido impedidos de entrar para confirmar informações.
Imagens e relatos de jornalistas citam fumaça ainda persistente no local cerca de 36 horas após o bombardeio. Equipamentos de resgate e bombeiros atuavam entre escombros, com móveis e roupas espalhados pela área. Funcionários de funerais disseram que algumas vítimas ainda não haviam sido identificadas.
A autoridade de medicina legal informou que corpos recuperados eram entregues às famílias conforme a confirmação de identidade, enquanto muitos permaneciam sob cuidados forenses. Segundo autoridades, a identificação e a logística de sepultamento seguem em andamento.
Reações internacionais chamaram a atenção para a proteção de instalações médicas e civis. A União Europeia, agências da ONU e organizações humanitárias destacaram a necessidade de desescalada imediata do conflito e reiteraram o papel de Kabul e Islamabad em reduzir tensões.
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