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Emirados Árabes fecham temporariamente todo o espaço aéreo

Emirados Árabes Unidos fecham temporariamente o espaço aéreo por precaução diante de ameaças de mísseis do Irã

Complexo comercial e residencial Downtown Burj Dubai, onde está o edifício mais alto do mundo, o Burj Khalifa, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos
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  • Emirados Árabes Unidos fecharam temporariamente todo o seu espaço aéreo por precaução devido a ameaças de mísseis do Irã.
  • A medida foi anunciada pela Autoridade Geral de Aviação Civil, com atuação do Ministério da Defesa, citando evoluções na região.
  • Nos EUA, o número de soldados feridos na guerra contra o Irã subiu para cerca de 200; 180 já retornaram ao serviço e 13 militares foram mortos desde o início dos ataques, em 28 de fevereiro.
  • Os EUA disseram ter atacado mais de sete mil alvos no Irã; o ex-presidente Donald Trump afirmou ataques na Ilha de Kharg, segundo relatos da Reuters.
  • Ataques iranianos também atingiram missões diplomáticas, hotéis e aeroportos, e danificaram infraestrutura de energia em países árabes do Golfo.

O espaço aéreo dos Emirados Árabes Unidos foi fechado temporariamente, em decisão da autoridade de aviação civil do país. A medida ocorreu como resposta às ameaças de mísseis e drones vindas do Irã, anunciada como uma precaução excepcional.

A Autoridade Geral de Aviação Civil informou que o fechamento é total e que a decisão atende à evolução rápida dos desdobramentos na região. O anúncio foi feito pela agência de notícias estatal, em horário local na terça-feira, equivalente a segunda-feira em Brasília.

O Ministério da Defesa dos Emirados afirmou que a medida está conectada às ameaças identificadas contra o território. Não houve detalhamento sobre prazos ou impactos operacionais nas rotas internacionais. A decisão envolve todas as rotas e espaço aéreo do país.

Desdobramentos na região

O conflito envolvendo os EUA e o Irã ganhou novo capítulo com o aumento de feridos entre soldados norte-americanos. O Comando Central das Forças Armadas dos EUA informou, na segunda-feira, que o número de militares feridos subiu para cerca de 200, com a maior parte ocorrendo em ataques de retaliação atribuídos ao Irã.

A Reuters reportou na semana anterior que até 150 soldados haviam sido feridos, destacando o risco de novas ações. O Comando Central disse ainda que 180 soldados já haviam retornado ao serviço após os ferimentos leves.

Além das baixas, 13 militares norte-americanos morreram desde o início dos ataques iranianos, que começaram após o início do conflito, em 28 de fevereiro. Atacados também alvos fora de bases militares, como missões diplomáticas, hotéis, aeroportos e infraestrutura energética nos Estados árabes do Golfo.

Os EUA realizaram ataques contra mais de 7 mil alvos no Irã, segundo o relatório disponível. Na semana passada, o ex-presidente Donald Trump afirmou ter atingido instalações militares na Ilha de Kharg, responsável por grande parte das exportações de petróleo iraniano.

Fonte: reportagens adicionais de Phil Stewart e Idrees Ali.

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