- O ataque aéreo paquistanês a Kabul, na segunda-feira, teria deixado centenas de civis mortos, segundo o governo afegão, com números variando conforme a versão.
- O governo afegão diz que o alvo foi um hospital de reabilitação de drogas em Kabul; o Paquistão sustenta que atingiu instalações militares e infraestrutura de apoio a militantes e que não houve danos colaterais.
- Nos últimos três semanas houve escalada entre os dois países, com ataques aéreos, ataques com drones e confrontos ao longo da fronteira de 2,6 mil quilômetros.
- Paquistão acusa o governo afegão de abrigar militantes que conduzem ataques contra o Paquistão; o Taliban afegão nega e diz que a militância é problema interno do país.
- Não houve negociações recentes para resolver o conflito, apesar de apelos internacionais por diplomacia, com países como Turquia, Qatar, Arábia Saudita e China tentando incentivar diálogo.
Um ataque aéreo do Paquistão, ocorrido na segunda-feira, atingiu Kabul, capital do Afeganistão. O governo afegão afirma que civis ficaram entre as vítimas, com centenas de mortos. Islamabad nega a versão e diz ter mirado instalações militares sem danos colaterais.
A ofensiva intensifica o conflito entre os dois países vizinhos. O Paquistão alega que a operação visou bases de militantes, não áreas civis, e não confirmou os números de mortos. O governo afegão sustenta que a ação invasiva violou a soberania.
O episódio ocorreu após semanas de escaramuças entre Islamabad e o governo talibã. Em fevereiro, o Paquistão revelou ataques transfronteiriços contra alvos considerados fortalezas de militantes. Kabul respondeu com operações de retaliação.
Ao longo das últimas três semanas, ataques aéreos, drones e confrontos frontais têm se multiplicado na fronteira de cerca de 2.600 km. Cada lado alega grande parte dos danos e centenas de inimigos neutralizados, sem apresentar evidências.
Islamabad acusa o governo talibã de abrigar militantes que executam ataques contra o Paquistão. Entre os grupos citados está o Tehreek-e-Taliban Pakistan, com forte presença no Afeganistão, segundo relatos oficiais paquistaneses.
O governo talibã, por sua vez, rejeita as acusações e classifica a militância no Paquistão como problema interno. A tensão bilateral tem prejudicado a cooperação regional em assuntos de segurança.
Até o momento, não houve negociação formal para a crise atual. Um cessar-fogo temporário havia sido alcançado em outubro, mediado por Turquía, Catar e Arábia Saudita. Não houve novas tratativas desde então.
Diversos países, incluindo Turquia e Rússia, têm feito chamadas por diálogo para reduzir a hostilidade. A China também pediu diálogo, ressaltando interesse em papel construtivo para desescalar a tensão.
A situação mantém-se volátil, com intercâmbio intenso de acusações entre Islamabad e Kabul. Analistas observam que a instabilidade afeta a região, ampliando riscos para civis e para comunidades fronteiriças.
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