- Ataque aéreo paquistanês atingiu centro de reabilitação em Kabul, deixando centenas de mortos e feridos.
- Ministério do Interior afegão informou 408 mortos e 265 feridos no hospital Omid, atingido na segunda-feira à noite; há relatos de contagem conflitante.
- Testemunhas e sobreviventes descrevem incêndio, escombros e camas expostas, com pacientes em uniformes verdes após o ataque.
- O episódio ocorre no contexto de uma escalada de conflitos entre Paquistão e Afeganistão, descrita como uma das piores entre os dois países.
- Paquistão nega ter mirado propositalmente o hospital, afirmando ter atingido apenas infraestrutura de apoio; ONU e organizações humanitárias pedem contenção e observância do direito humanitário.
O ataque aéreo realizado pelo Paquistão atingiu um centro de reabilitação de drogas em Kabul, na capital afegã, causando mais de 400 mortes e centenas de feridos. A ofensiva ocorreu na noite de segunda-feira, num dos locais vinculados a tratamento de dependentes químicos.
O centro Ibn Sina, também conhecido como Omid, funciona em um antigo recinto militar da Otan desde 2016 e oferecia treinamento profissional a pacientes. Equipes de resgate ainda removiam corpos do escombro na manhã de terça-feira, conforme relatos de testemunhas.
Segundo o Ministério do Interior afegão, 408 pessoas morreram e 265 ficaram feridas no hospital estatal Omid. Autoridades não detalharam como contaram o número de vítimas, mas relatos de moradores sugerem grande impacto em vários setores do campus.
Desdobramentos e relatos
Testemunhas descrevem cenas de confusão, fumaça e danos generalizados. Um motorista de ambulância disse ter visto o local tomado por incêndio ao chegar ao hospital.
Profissionais de radiologia e funcionários do centro relataram que muitos jovens eram atendidos em grandes compartimentos e poucas peças sobreviveram ao ataque. Pacientes descrevem desorientação e busca por ajuda entre destroços e fogo.
Entidades humanitárias indicaram que a tragédia envolve um elevado número de civis. A ONU e agências internacionais pedem de-escalada do conflito e proteção de infraestrutura médica.
Contexto regional
O ataque ocorre em meio a uma escalada entre Paquistão e Afeganistão, marcando um dos episódios mais graves do conflito que envolve fronteira de 2600 km. Paquistão nega ter alvo deliberado no hospital e afirma ter atingido infraestrutura de apoio logístico em Kabul.
Reações internacionais foram miscrobradas, com países chamando à contenção e à observância do direito humanitário. Organizações de direitos humanos destacam a necessidade de proteção de civis e de instalações médicas.
Fonte: agências internacionais e veículos de imprensa.
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