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Israel impede retorno de milhares ao sul do Líbano até garantias de segurança

Israel afirma impedir retorno de centenas de milhares de moradores ao sul do Líbano até garantir a sua segurança, com operações terrestres limitadas contra Hezbollah

Soldados israelíes se concentran el 16 de marzo en el lado israelí de la frontera con el Líbano, en medio de la escalada de tensión entre Hezbolá e Israel.
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  • O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que impedirá o retorno de centenas de milhares de residentes ao sul do Líbano até que a segurança de Israel esteja garantida e o Hezbollah seja neutralizado.
  • O Exército de Israel anunciou operações terrestres “limitadas e seletivas” para neutralizar as capacidades do Hezbollah na área fronteiriça do Líbano.
  • Katz ampliou o objetivo para incluir todo o território libanês ao sul do rio Litani, cerca de trinta quilômetros da fronteira, região que representa dez por cento do território libanês, com promessas de destruir a infraestrutura do Hezbollah.
  • O conflito já provocou dezenas de mortes, com o Ministério da Saúde libanês elevando para oitocentos e cinquenta o total de mortos, incluindo cento e sete crianças, além de novas vítimas no sul do Líbano.
  • A força de paz das Nações Unidas no Líbano (Unifil) relatou fogo contra suas patrulhas e condenou ataques; o ministro de Relações Exteriores libanês condenou os ataques aos cascos azuis.

Israel afirma que não permitirá o retorno de centenas de milhares de moradores do sul do Líbano até garantir a sua segurança e a derrota de Hezbolá. O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa, Israel Katz, após reunião com o alto comando das forças armadas. A medida amplia o deslocamento forçado na região e projeta uma linha de defesa que mira a neutralização da formação chiita.

De forma paralela, o Exército anunciou operações terrestres “limitadas e seletivas” no Líbano, parte de uma ofensiva para impedir o avanço de Hezbolá e criar uma linha defensiva avançada no território vizinho. A operação inclui o objetivo de ocupar o sul libanês ao longo do rio Litani, a cerca de 30 quilômetros de Israel, área que representa aproximadamente 10% do território libanês.

Ações militares e deslocamentos

As forças israelenses passaram a bombardear diversos municípios no sul do Líbano, entre eles Jiam, Aita al Shaab, Aitaroun, Taybe, Adaise e Jiam, em meio a combates. O Exército afirma atuar para neutralizar a capacidade do grupo Hezbollah e responder a ataques recebidos na fronteira.

Ao mesmo tempo, a Cruz Vermelha Libanesa informou que o número de mortos no país chegou a pelo menos 850, incluindo 107 crianças e 32 trabalhadores de saúde, com novas vítimas registradas no sul do Líbano nesta segunda-feira. Os bombardeios aumentaram a pressão humanitária sobre a população local, especialmente em municípios de maioria xiita.

Intervenção de entidades internacionais

A Força Provisional das Nações Unidas no Líbano (Unifil) comunicou incidentes de fogo cruzado envolvendo suas patrulhas, classificados como ataques de atores não estatais. O organismo reiterou que está respaldando a contenção das hostilidades na fronteira, conforme o mandato de paz, enquanto observa a escalada do conflito.

Diálogo e posicionamento regional

O ministro de Relações Exteriores do Líbano, Youssef Rajji, condenou os ataques contra as tropas da Unifil e destacou a decisão libanesa de debilitar o braço militar de Hezbolá, tomada em 2 de março. O governo libanês busca que o grupo armado desmantele as armas, enquanto Israel mantém a insistência de não negociar um cessar-fogo sem que os libaneses controlem a milícia.

Contexto e desdobramentos humanos

Desde o início dos ataques em território libanês, no começo de março, o conflito tem provocado deslocamentos massivos e destruição de infraestrutura. Organizações humanitárias têm alertado para a necessidade de proteção de civis e acesso a ajuda humanitária. O cenário permanece volátil, com operações militares em andamento em várias frentes na região.

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