- O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que impedirá o retorno de centenas de milhares de residentes ao sul do Líbano até que a segurança de Israel esteja garantida e o Hezbollah seja neutralizado.
- O Exército de Israel anunciou operações terrestres “limitadas e seletivas” para neutralizar as capacidades do Hezbollah na área fronteiriça do Líbano.
- Katz ampliou o objetivo para incluir todo o território libanês ao sul do rio Litani, cerca de trinta quilômetros da fronteira, região que representa dez por cento do território libanês, com promessas de destruir a infraestrutura do Hezbollah.
- O conflito já provocou dezenas de mortes, com o Ministério da Saúde libanês elevando para oitocentos e cinquenta o total de mortos, incluindo cento e sete crianças, além de novas vítimas no sul do Líbano.
- A força de paz das Nações Unidas no Líbano (Unifil) relatou fogo contra suas patrulhas e condenou ataques; o ministro de Relações Exteriores libanês condenou os ataques aos cascos azuis.
Israel afirma que não permitirá o retorno de centenas de milhares de moradores do sul do Líbano até garantir a sua segurança e a derrota de Hezbolá. O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa, Israel Katz, após reunião com o alto comando das forças armadas. A medida amplia o deslocamento forçado na região e projeta uma linha de defesa que mira a neutralização da formação chiita.
De forma paralela, o Exército anunciou operações terrestres “limitadas e seletivas” no Líbano, parte de uma ofensiva para impedir o avanço de Hezbolá e criar uma linha defensiva avançada no território vizinho. A operação inclui o objetivo de ocupar o sul libanês ao longo do rio Litani, a cerca de 30 quilômetros de Israel, área que representa aproximadamente 10% do território libanês.
Ações militares e deslocamentos
As forças israelenses passaram a bombardear diversos municípios no sul do Líbano, entre eles Jiam, Aita al Shaab, Aitaroun, Taybe, Adaise e Jiam, em meio a combates. O Exército afirma atuar para neutralizar a capacidade do grupo Hezbollah e responder a ataques recebidos na fronteira.
Ao mesmo tempo, a Cruz Vermelha Libanesa informou que o número de mortos no país chegou a pelo menos 850, incluindo 107 crianças e 32 trabalhadores de saúde, com novas vítimas registradas no sul do Líbano nesta segunda-feira. Os bombardeios aumentaram a pressão humanitária sobre a população local, especialmente em municípios de maioria xiita.
Intervenção de entidades internacionais
A Força Provisional das Nações Unidas no Líbano (Unifil) comunicou incidentes de fogo cruzado envolvendo suas patrulhas, classificados como ataques de atores não estatais. O organismo reiterou que está respaldando a contenção das hostilidades na fronteira, conforme o mandato de paz, enquanto observa a escalada do conflito.
Diálogo e posicionamento regional
O ministro de Relações Exteriores do Líbano, Youssef Rajji, condenou os ataques contra as tropas da Unifil e destacou a decisão libanesa de debilitar o braço militar de Hezbolá, tomada em 2 de março. O governo libanês busca que o grupo armado desmantele as armas, enquanto Israel mantém a insistência de não negociar um cessar-fogo sem que os libaneses controlem a milícia.
Contexto e desdobramentos humanos
Desde o início dos ataques em território libanês, no começo de março, o conflito tem provocado deslocamentos massivos e destruição de infraestrutura. Organizações humanitárias têm alertado para a necessidade de proteção de civis e acesso a ajuda humanitária. O cenário permanece volátil, com operações militares em andamento em várias frentes na região.
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