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Famílias iranianas choram durante enterro de mortos da guerra em Teerã

Famílias iranianas choram em Behesht-e Zahra enquanto vítimas da ofensiva são enterradas, sinalizando o peso humano da guerra

Funeral of Abdullah Pour Hossein at Behesht-e Zahra cemetery in Tehran
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  • O conflito começou em 28 de fevereiro com ataques aéreos em Teerã e em outras cidades, e já deixou mais de mil trezentos iranianos mortos, segundo autoridades iranianas.
  • Marzia Razaei chora pelo filho Arfan Shamei, 23 anos, morto em explosão num campo de treino em Kermanshah no dia quatro de março; o corpo ficou tão chamuscado que não foi possível vê-lo.
  • Os enterros são no cemitério Behesht-e Zahra, na seção quarenta e dois, com operários preparando novas covas e lápides de mármore branco com os nomes.
  • Grupos de familiares se reúnem ao redor dos túmulos, decorados com retratos, flores e bandeiras, enquanto sirenes de ataques aéreos ecoam no entorno.
  • Além de Shamei, outras vítimas incluem membros do Basij e funcionários e detentos da Prisão de Evin; entre os presentes há indignação com os ataques dos EUA e de Israel.

As famílias iranianas lamentam as mortes de guerra enquanto sepulturas são preparadas em Teerã. O ataque dos EUA e de Israel, iniciado em 28 de fevereiro, provocou mais de 1.300 mortes no país, segundo autoridades iranianas.

Na manhã de 16 de março, trabalhadores abrindo novos jazigos no Behesht-e Zahra preparavam o enterro de vítimas de um conflito que se intensificou nos últimos dias. Arfan Shamei, 23 anos, morreu em 4 de março num acampamento militar em Kermanshah.

Marzia Razaei, mãe de Shamei, segura retrato do filho diante do túmulo, descrevendo a última conversa antes da viagem para casa. O jovem esperava ser casado em breve e retornar à família.

Luto, memoriais e desdobramentos

Em Section 42 do cemitério, operários erguem pedras de mármore com os nomes das vítimas. Famílias chegam, entre lágrimas, e flores são colocadas sobre as sepulturas, enquanto o som de hinos muçulmanos ecoa no local.

Entre as vítimas, há militares da Basij, voluntários aliados aos Guardas da Revolução, além de oficiais e presos de Evin, alvo de ataques durante o conflito. A cerimônia ocorre sob chuva na capital.

Fatima Darbechi, que perdeu o irmão ao tentar resgatar pessoas em um veículo atingido, descreve a dor de perda e a responsabilidade de cuidar dos familiares. A narrativa ressalta o impacto humano da guerra.

Alguns familiares expressam indignação com as ações de Israel e dos Estados Unidos, referindo-se aos ataques como motivo da dor contínua. A cerimônia ilustra o peso humano do conflito na região.

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