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Conflito na Ucrânia: Rússia concorda em parar recrutamento de quenianos

Rússia concorda em não recrutar quenianos para lutar na Ucrânia, após negociações em Moscou, segundo o Ministério das Relações Exteriores do Quênia

Russian foreign minister Sergey Lavrov welcomes his Kenyan counterpart Musalia Mudavadi for talks in Moscow. Kenya said it had agreed with Russia that Kenyans would no longer be eligible for signing up to fight in the war with Ukraine.
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  • Rússia concordou em não recrutar mais cidadãos quenianos para lutar na Ucrânia, após reunião entre os ministérios das Relações Exteriores em Moscou; autoridades quenianas estimam que mais de mil quenianos já foram enviados e há mais de mil africanos na batalha, segundo a Ucrânia.
  • Lavrov afirmou que cidadãos quenianos assinaram contratos voluntários para lutar ao lado da Rus­s­sia; há relatos de quêniano Evans Kibet, capturado pela Ucrânia, que declarou ter sido induzido a assinar o contrato.
  • Keir Starmer disse que a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã não pode virar uma “dinheiro fácil para Putin”; Zelenskyy deve conversar com ele e visite Madrid nesta semana.
  • A Rússia afirmou ter tomado 12 povoados no início de março e segue avançando em direção a Sloviansk, no leste da Ucrânia.
  • Defesa aérea russa derrubou pelo menos 67 drones ucranianos que visavam Moscou na segunda-feira, com cerca de 250 drones derrubados nos dois dias anteriores; o ataque diário também atingiu Kyiv, provocando quedas de destroços no Maidan.

O governo do Quênia informou que a Rússia concordou em não recrutar cidadãos quenianos para lutar na Ucrânia. A declaração foi feita pelo ministro das Relações Exteriores do Quênia, Musalia Mudavadi, após reunião com o colega russo, Sergei Lavrov, em Moscou. De acordo com estimativas, mais de 1.000 quenianos teriam sido enviados ao conflito, com números de 1.780 africanos em 36 países.

Mudavadi disse aos jornalistas que houve acordo para impedir o alistamento de quenianos. Lavrov afirmou que cidadãos quenianos assinaram contratos voluntariamente para lutar ao lado do exército russo. Um queniano, o velocista Evans Kibet, detido pela Ucrânia como prisioneiro de guerra, relatou ter sido enganado a assinar um contrato ao ir para a Rússia por um evento esportivo.

Repercussões e contexto internacional

Keir Starmer, que receberá Zelenskiy nesta terça, alertou que a guerra dos EUA e Israel com o Irã não pode se tornar um “fundo de lucro para Putin” durante o conflito. Dados apontam que a Rússia arrecadou cerca de €6 bilhões com venda de combustíveis fósseis nas últimas duas semanas de guerra.

Zelenskiy visita Madrid na quarta, para encontros com o premiê espanhol Pedro Sánchez. Na região europeia, críticos atribuíram a Bélgica a pressão por normalizar relações com a Rússia para reduzir custos energéticos, o que gerou condenação internacional.

Avanços militares e ataques aéreos

A Rússia teria tomado o controle de 12 povoados nas duas primeiras semanas de março, com ofensivas no leste e sul da Ucrânia, segundo agências estatais russas. Comandante Valery Gerasimov afirmou avanços próximos a Sloviansk, alvo estratégico no Donbass.

Saídas de drones também marcaram o dia: a prefeitura de Moscou informou que as defesas aéreas derrubaram pelo menos 67 drones ucranianos, com cerca de 250 drones atingindo a cidade nos dois dias anteriores.

Ataque a Kyiv e reação

Em Kyiv, destroços de drones caíram na praça Maidan durante ataque diurno, descrito como incomum. A Força Aérea da Ucrânia afirmou ter abatido 194 dos 211 drones russos lançados na noite anterior. Três pessoas morreram em ataques noturnos, em Zaporizhzhia e Dnipro.

Navegação marítima e alegações sobre navio russo

Um cargueiro tanque russo desocupado no Mediterrâneo, com 700 toneladas de combustível a bordo, foi relatado pela embaixada russa como resultado de ataques com drones marinhos ucranianos. O navio Arctic Metagaz sofreu explosões em 3 de março, levando à evacuação da tripulação. A Ucrânia não comentou o caso.

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