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Trump diz que EUA ainda não buscam acordo para encerrar guerra com Irã

Trump afirma que EUA não buscarão acordo para encerrar guerra com o Irã; ataques iranianos prosseguem e o petróleo reage

Volunteers remove debris from a residential building in Tehran on Sunday after it was damaged by an US-Israeli strike.
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  • O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que não está pronto para buscar um acordo para encerrar a ofensiva contra o Irã, pois os termos não seriam bons o suficiente, e sinalizou que ataques à costa iraniana podem aumentar.
  • O Irã lançou novos ataques com mísseis e drones, enquanto ataques aéreos israelenses e estadunidenses atingiram alvos no Irã, elevando o custo humano e o preço do petróleo.
  • O estreito de Hormuz segue sob tensão, com especialistas indicando dificuldade para reabrir a passagem por meios puramente militares; países aliados foram chamados a ajudar na proteção dos cargueiros.
  • A violência já deixou mais de 1.300 mortos e cerca de 3,2 milhões de deslocados, segundo dados de organizações humanitárias e do governo iraniano.
  • O Irã sinalizou disposição de considerar propostas que contemplem o fim total da guerra, enquanto há esforços de mediação regional; Israel afirma manter alinhamento com os EUA e prosseguir até alcançar seus objetivos.

Donald Trump afirmou que não está pronto para buscar um acordo para encerrar a ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irã, mesmo reconhecendo que Teerã trabalha por um cessar-fogo. O combinado, segundo ele, ainda não apresenta termos aceitáveis.

Paralelamente, o Irã lançou novos ataques com mísseis e drones contra países do Golfo e Israel, enquanto aviões de ataque de Israel e dos EUA realizaram novas ações contra alvos no Irã. O conflito amplia a tensão na região.

A guerra já afeta o cotidiano local: o estreito de Hormuz permanece fechado de forma efetiva, dificultando o tráfego marítimo e elevando os preços da energia globalmente. Washington avalia ampliar ações contra a costa iraniana para facilitar o escoamento de petróleo.

Dimensões do conflito e reações internacionais

Especialistas dizem que abrir novamente o estreito não depende apenas de força militar, pois Teerã consegue atingir navios com mísseis, drones ou embarcações pequenas. Trump pediu que outras marinhas protejam os cargueiros que passam pelo estreito.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, pediu que nenhuma ação aumente a escalada, em conversa com o collega francês. A promessa de manter o estreito fechado foi reiterada pelo novo líder supremo, Ayatollah Mojtaba Khamenei, segundo o governo iraniano.

Na ofensiva israelense, o Irã acusou o premiê Benjamin Netanyahu de estar sob vigilância permanente, após declarações de Teerã sobre ações contra o líder israelense. Do lado de lá, Jerusalém informou que pretende manter o eixo de defesa com os EUA até cumprir seus objetivos.

Realidade humanitária e cenário regional

Até agora, mais de 1.300 pessoas foram mortas nos ataques entre EUA e Israel contra o Irã, segundo dados da Cruz Vermelha. Também há relatos de deslocamento de até 3,2 milhões de pessoas no país, principalmente a partir de cidades atingidas.

Em Israel, 12 pessoas teriam sido mortas por disparos iranianos, com novas vítimas registradas e explosões que abalaram áreas urbanas. Em Líbano, ataques aéreos de Israel contra Hezbollah deixaram várias mortes.

O ministro das Relações Exteriores de Israel afirmou que as relações com os EUA permanecem alinhadas e que o país não pretende abrir negociações diretas com o Líbano, mantendo o foco na força militar para alcançar seus objetivos estratégicos.

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