- Cerca de 146 de 263 sepulturas de soldados australianos em Gaza foram danificadas, segundo audiências no Senado.
- Fotos apresentadas ao Senado indicam dano a lápides e deslocamento de terra significativo no cemitério.
- O general de divisão Wade Stothart afirmou que é “muito possível” que corpos tenham sido perturbados, movidos ou danificados.
- O sul do cemitério, que abriga soldados mortos na Segunda Guerra Mundial, foi o mais afetado; danos ocorreram principalmente nos meses de abril e maio do ano passado.
- Grupos de familiares e o Senado cobram explicações e reparação, enquanto autoridades israelenses alegam medidas defensivas durante operações na região.
O que aconteceu: gravedades australianas em Gaza foram destruídas por máquinas de terraplenagem, com evidências de dano a lápides e acúmulo de terra. Senadores e autoridades australianas afirmam que é muito provável que corpos tenham sido perturbados durante o ocorrido.
Quem está envolvido: o senador independente David Pocock, o diretor do Office of Australian War Graves, Maj Gen Wade Stothart, e autoridades do governo da Austrália. Famílias de militares australianos expressaram indignação com o que classificam como violação de locais de memória.
Quando e onde: o dano ocorreu principalmente em abril e maio do ano passado, no cemitério australiano da região sul do cemitério de Gaza, na área de Tuffah, em Gaza City. A atual verificação envolve imagens de satélite e documentação entregue ao Senado.
Por quê: autoridades australianas destacam que o conflito em curso na faixa de Gaza levou a ações militares na área. As autoridades dizem que não há confirmação direta de restos mortais expostos, mas destacam que as evidências visuais indicam potencial perturbação das sepulturas.
Desdobramentos e contexto
Dados apresentados ao Senado mostram que cerca de 146 de 263 túmulos de militares australianos em Gaza já sofreram danos. A maioria é de cavalaria leve da Primeira Guerra Mundial; no entanto, as maiores avarias ocorrem no setor sul, onde estão enterrados combatentes da Segunda Guerra Mundial.
A diretoria do Office of Australian War Graves afirmou que uma avaliação detalhada de cada sepultura é difícil no momento, dada a continuidade do conflito. A possibilidade de perturbação dos restos mortais é considerada como viável, exigindo trabalho em campo para confirmação.
As autoridades australianas não anunciaram planos ou prazos para a reparação das lápides, citando a situação de hostilidade na região. Familiares de militares já pedem explicações formais e reparação por danos aos túmulos.
Reações
Pocock disse ter recebido mensagens de constituintes preocupados com a situação e ressaltou que a notícia é chocante para descendentes e para muitos australianos. O governo australiano tem sido chamado a pressionar Israel pela restauração dos túmulos.
Em resposta, o IDF informou que as ações foram tomadas para proteger tropas durante operações na área, após ataques de grupos armados próximos ao cemitério. A Defesa justificou as medidas como necessárias para neutralizar ameaças.
A situação continua sujeita a verificações adicionais, com autoridades australianas e familiares buscando esclarecimentos e, eventualmente, reparos. Fontes oficiais destacam a necessidade de avaliações no terreno para confirmar o estado dos túmulos.
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