- Doze médicos, paramédicos e enfermeiros foram mortos quando uma unidade de atenção básica em Burj Qalaouiyah, no sul do Líbano, foi atingida por ataques israelenses na sexta-feira à noite.
- O ataque eleva para 31 o número de profissionais de saúde mortos em ataques de Israel contra o Líbano nos últimos 12 dias.
- A autoridade líbia informou que o prédio pegou fogo e desabou sobre os profissionais no interior da instituição.
- Ao todo, desde o início dos confrontos, Israel realizou ao menos 37 ataques contra trabalhadores de saúde e instalações no Líbano.
- Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, pelo menos 826 pessoas foram mortas no Líbano e cerca de 1 milhão ficaram deslocadas.
Um ataque com foguetes israelenses atingiu um centro de saúde em Burj Qalaouiyah, no sul do Líbano, na noite de sexta-feira, matando 12 trabalhadores médicos. O ataque elevou para 31 o total de profissionais de saúde mortos em ações recentes entre Israel e o Líbano, nos últimos 12 dias.
O hospital de cuidados primários na cidade ficou em chamas e houve desmoronamento do edifício, atingindo médicos, paramédicos e enfermeiros no plantão, segundo o ministério da saúde do Líbano. O órgão afirmou que a ofensiva violou leis internacionais humanitárias.
Organizações de direitos humanos declararam que ataques contra trabalhadores de saúde configuram crime de guerra, independentemente de filiação política. O Líbano informou que Israel realizou, desde o início do conflito atual, pelo menos 37 ataques contra profissionais e estruturas de saúde, incluindo o serviço civil e a Cruz Vermelha libanesa.
O conflito no Líbano teve início em 2 de março, quando o Hezbollah lançou foguetes contra Israel, provocando uma resposta aérea israelense em larga escala. Combates se intensificaram, com continuidade de ataques e invasões terrestres no sul do país.
Até agora, o Ministério da Saúde do Líbano informou pelo menos 826 mortos nos ataques israelenses e cerca de 1 milhão de pessoas desabrigadas. No sábado de manhã, o porta-voz militar de Israel acusou o Hezbollah de usar ambulâncias e instalações médicas para fins militares, sem apresentar evidência citada.
O ministério libanês da saúde rejeitou a alegação israelense, chamando-a de justificação para crimes contra a humanidade. Autoridades também destacaram que a lei humanitária protege médicos e pacientes, independentemente de filiação.
Durante o conflito de 13 meses entre Israel e Hezbollah, houve denúncias de uso indevido de ambulâncias por parte do Hezbollah, com informações sem evidência independente. Críticos ressaltam que acusações mútuas dificultam a verificação de responsabilidade em ataques a hospitais.
As ações contra instalações de saúde em Gaza, em guerras anteriores, também geraram acusações de crimes de guerra. Autoridades internacionais já alertaram para riscos no uso de alegações de uso militar de hospitais como pretexto para novas agressões.
Várias organizações humanitárias destacam que as acusações mútuas podem servir de pretexto para ataques adicionais a hospitais e centros de saúde no Líbano, agravando a proteção de civis em meio ao conflito. Evidências independentes sobre uso militar de instalações hospitalares permanecem extremamente relevantes para apuração.
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