- O Pentágono elevou a investigação sobre o ataque a uma escola de meninas no Irã, ocorrido em 28 de fevereiro, após relatos de que forças dos EUA seriam responsáveis.
- O ataque à Schajareh Tayyebeh School, no Irã, deixou 168 crianças mortas, segundo o governo iraniano.
- A apuração pode gerar medidas disciplinares; trata-se de uma investigação administrativa do tipo 15-6, que inclui declarações juramentadas e entrevistas.
- A investigação de nível superior será conduzida por um general externo ao Comando Central dos Estados Unidos, para maior independência.
- O caso acompanha declarações públicas divergentes sobre responsabilidade, com evidências de uso de míssil Tomahawk e análise de dados de alvos desatualizados.
Washington, 13 de março (Reuters) – o Pentágono elevou a investigação sobre o ataque a uma escola de meninas no Irã em 28 de fevereiro, após relatos de imprensa indicarem responsabilidade provável das forças dos EUA.
O ataque à Shajareh Tayyebeh School, no sul do Irã, deixou 168 crianças mortas, segundo dados divulgados por fontes iranianas. Se comprovado o envolvimento americano, o episódio figurar entre as maiores baixas civis em décadas de intervenções no Oriente Médio.
A primeira apuração apontou para uma possível falha de dados de targeting, que teriam confundido a escola com uma base militar adjacente. A possibilidade de uso de um míssil Tomahawk é citada em avaliações preliminares.
A investigação em andamento é de natureza administrativa, conhecida como 15-6, e pode resultar em ações disciplinares caso comprovada a responsabilidade. O chefe do Comando Central ordenou o inquérito externo.
Para assegurar maior independência, um oficial general externo ao中心 de comando supervisiona a apuração, segundo informações de oficiais familiarizados com o processo. A expectativa é de que o inquérito atinja todas as questões relevantes.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que não comentaria os resultados preliminares e que o comando continuará a investigar com rigor. Em público, o governo iraniano atribuiu o ataque a seus inimigos, sem apontar diretamente os EUA.
Assinala-se que o incidente ocorre em meio a controvérsias políticas, com declarações de líderes norte-americanos variando entre cautela e aceitação dos desfechos oficiais. A avaliação final poderá influenciar respostas futuras.
A apuração também envolve a avaliação de materiais de prova, incluindo declarações de envolvidos e imagens disponíveis, para esclarecer o que de fato ocorreu e por quê. O objetivo é compreender falhas operacionais e evitar repetições.
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