- Irã atingiu dois navios no Golfo Pérsico, atracados em Basra, e um portacontêiner em Emirados Árabes, elevando para seis o número de ataques a barcos no estreito de Ormuz em menos de 24 horas.
- Os preços do petróleo subiram acima de 100 dólares o barril, com o Brent perto de 101 dólares e o WTI próximo de 95 dólares.
- Israel intensificou ataques contra o sul de Beirute, enquanto novos ataques iranianos miraram infraestrutura petrolífera em Emirados, Barém e Kuwait.
- O Ministério da Defesa da Arábia Saudita informou ter interceptado drones direcionados ao yacimiento petrolífero de Shaybah, registrando também ataques a infraestruturas no país.
- Madrugada trouxe novos incidentes: Dubai foi atingida por um drone, Barém relatou violência em tanques de combustível e Kuwait informou ataque a um prédio residencial com feridos.
Irã intensificou a ofensiva no Golfo Pérsico, atingindo dois navios atracados no porto de Basra, no Iraque, e um cargueiro em Emirados Árabes Unidos. As ações se somam a ataques ocorridos na véspera contra alvos no Golfo, elevando as tensões na região e colocando sob pressão o tráfego no estreito de Ormuz.
Autoridades britânicas de tráfego marítimo relataram que um novo ataque atingiu um porta-contêineres a cerca de 64 km ao norte de Jebel Ali, nos Emirados, provocando um incêndio. Já o petróleo reagiu com nova alta, ultrapassando os 100 dólares por barril, em meio à escalada de ataques e à incerteza geopolítica.
Enquanto isso, Israel intensificou ações contra o Líbano, com ataques no sul de Beirute. No território saudita, o Ministério da Defesa informou a interceptação de drones que se dirigiam a um importante yacimiento, Shaybah. Países do Golfo também relataram ataques a instalações petrolíferas e infraestrutura pública, ampliando o espectro de impactos da crise.
Contexto e desdobramentos
O estreito de Ormuz voltou a ser o eixo de tensão, com múltiplos ataques a navios em 24 horas, elevando o risco para o comércio global de petróleo. O Brent superou US$ 100 por barril, impulsionando temores de inflação e impacto sobre as bolsas internacionais.
Os mercados acentuaram as quedas, refletindo o endurecimento da crise. Investidores monitoram possíveis movimentos de resposta de Estados Unidos, Israel e Irã, em meio a declarações contraditórias de líderes e a expectativa de desdobramentos militares na região.
Reações e impactos
A ofensiva provocou reações internacionais e alerta sobre a segurança de infraestruturas críticas na região. Autoridades de defesa de diversos países destacaram a necessidade de contenção e de de-escalada, enquanto a comunidade internacional acompanha os desdobramentos e o ritmo de novas ofensivas.
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