- Nos seis primeiros dias de guerra contra o Irã, o custo total chegou a 11,3 bilhões de dólares, segundo informações do Pentágono prestadas a senadores; o total não inclui armazenamento de material nem deslocamento de pessoal.
- A Casa Branca e o Congresso ainda não aprovaram formalmente a entrada em guerra, e o gasto atual já supera estimativas anteriores, com projeções citadas pelo The New York Times de que os custos devem subir com a inclusão de outros itens.
- Parte expressiva do gasto é com munição: nos dois primeiros dias, o Pentágono gastou cerca de 5,6 bilhões de dólares em mísseis e bombas; alguns itens, como a bomba AGM-154, custam mais de 836 mil dólares cada.
- O Pentágono trocou para bombas convencionais de menor custo e menor precisão, como opção para evitar esgotar arsenais, conforme relatos da imprensa.
- Há expectativa de fundos adicionais: o CSIS estima que, se a guerra se prolongar, poderá ser necessária uma ajuda suplementar de centenas de bilhões de dólares; já se fala em planos de cerca de 50 bilhões de dólares inicialmente.
Estados Unidos iniciou a ofensiva contra o Irã em 28 de fevereiro, em um conflito que já se estende a outros países da região. O orçamento militar do país está pressionado, com gastos iniciais elevados e estimativas de aumento conforme a operação avança.
O Pentágono informou a senadores de ambos os partidos que os custos dos seis primeiros dias da guerra alcançaram 11,3 bilhões de dólares. O valor não inclui armazenamento de material nem o deslocamento de pessoal.
Essa soma já supera previsões feitas por especialistas e não contempla despesas adicionais ligadas ao apoio logístico e à preparação de tropas para a operação. O New York Times apontou que os custos deverão subir com novas parcelas.
O início do conflito ocorreu sem autorização formal do Congresso, ainda que a legislação imponha tal aprovação para ações de guerra. O governo não solicitou autorização prévia ao Capitolio para o ataque.
Dados de observatórios indicam que a ofensiva elevou o preço do petróleo e já gerou impactos econômicos regionais. A duração da guerra pode influenciar a necessidade de recursos adicionais significativos.
Custeio de munições aparece entre as maiores parcelas dos gastos. Nos dois primeiros dias, o Pentágono gastou cerca de 5,6 bilhões de dólares apenas em munição, com uso de armamento de alta precisão.
O uso de armamentos avançados vem sendo reavaliado pela Defesa. Alguns contratos foram ajustados para priorizar opções mais disponíveis, com impacto em custos unitários e na disponibilidade de arsenais.
Especialistas do CSIS destacam que o déficit de financiamento para munição já era evidente antes do começo da ofensiva, o que aumenta a probabilidade de pedidos de recursos suplementares. O cenário atual sugere necessidade de novos aportes para cobrir a operação.
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