- Hezbollah e as Forças Revolucionárias do Irã lançaram, na quarta-feira, uma ofensiva de foguetes contra Israel, com 200 mísseis; Israel informou que apenas dois atingiram o território israelense.
- Milícias xiitas no Iraque intensificaram ataques com drones e mísseis contra interesses dos EUA nos últimos 3 a 4 dias, segundo fontes de segurança iraquianas e informações de grupos.
- O grupo aliado ao Irã no Iêmen, os houthis, ainda não entrou diretamente na ofensiva, mas poderia disruptar navegação no mar Vermelho, caso atue.
- O eixo da Resistência, considerado apoiado pelo Irã, sofreu fortes golpes desde o ataque de Hamas em 2023, mas permanece ativo com capacidades operacionais significativas, segundo analistas.
- Em ataques específicos no Iraque, houve ações contra bases e instalações de energia, incluindo o campo petrolífero Majnoon e bases próximas a Erbil, com dezenas de ataques reportados em 24 horas; não houve confirmação de mortes entre civis.
Ações de grupos apoiados pelo Irã intensificam confrontos na região, mesmo após fortes golpes sofridos pela aliança. Pequenas vitórias, porém, não evitam danos psicológicos e estratégicos para Israel e para forças dos EUA na região.
A ofensiva conjunta envolve Hezbollah, no Líbano, e forças ranqueadas pela Guarda Revolucionária Iraniana, ampliando o papel dos aliados xiitas no chamado Eixo da Resistência. A coordenação ocorre dias após ataques que degradaram a capacidade da aliança.
Litorais de Israel voltam a ser alvo de artilharia e drones. Em 12 de março, fontes relatam o primeiro ataque coordenado entre Hezbollah e Irã, com dezenas de projéteis e aeronaves não tripuladas. Israel confirmou danos limitados e mortes mínimas entre suas próprias tropas.
As ações também se estendem ao Iraque, onde milícias xiitas ligadas ao Irã intensificam ataques com drones e mísseis contra interesses dos EUA. Em vários locais do norte e do sul do país, bases militares e instalações energéticas foram atingidas nos últimos dias.
Dentro do Iraque, o grupo conhecido como Resistência Islâmica no Iraque afirma ter realizado dezenas de ataques em um intervalo de 24 horas, mirando bases e alvos descritos como de ocupação. Observadores destacam o uso de drones para pressionar setores estratégicos de energia.
Em reação, autoridades de segurança destacam que a capacidade militar dos movimentos permanece relevante, mesmo com perdas anteriores. Analistas apontam que o eixo mantém capacidade logística, financeira e operacional para sustentar ações.
No âmbito regional, perspectivas de escalada envolvem o Iêmen, onde os Houthis defendem uma linha de atuação que pode afetar rotas marítimas e fluxos de petróleo. A relação entre as partes aumenta a complexidade dos conflitos na região.
Autoridades ocidentais acompanham de perto a dinâmica entre Teerã, Hezbollah e seus aliados. O governo dos EUA tem reiterado a necessidade de cessar o apoio a milícias, enquanto analistas ressaltam que a resposta militar pode moldar o equilíbrio de poder nos próximos meses.
A análise de especialistas aponta que, apesar dos reveses, o eixo permanece ativo e capaz de mobilizar recursos em várias frentes. A situação sinaliza continuidade de táticas de pressão sobre Israel e interesses ocidentais na região.
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