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Pelo menos 65 soldados nigerianos morrem em ataques de jihadistas no nordeste

Pelo menos 65 soldados nigerianos são mortos em ataques do Iswap no nordeste; cerca de 300 civis, incluindo mulheres e crianças, foram sequestrados

People gather for a meeting with the Borno state governor after fleeing an attack by Islamic militants.
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  • Ao menos 65 soldados nigerianos foram mortos em ataques de jihadistas no nordeste do país nas últimas duas semanas.
  • Combatentes do Estado Islâmico na África Ocidental (Iswap) teriam tomado quatro bases militares no estado de Borno, em cinco e seis de março.
  • A Força Branca (exército) contestou o número de mortos no dia sete de março, sem apresentar cifra alternativa.
  • O Exército afirmou ter “defeitu” ataques coordenados em Delwa, Goniri, Kukawa e Mainok nos dias oito e nove de março.
  • Segundo o Armed Conflict Location & Event Data, 300 pessoas, incluindo mulheres e crianças, foram sequestradas pelos jihadistas.

Mais de 65 militares nigerianos morreram em ataques de jihadistas nas regiões do nordeste do país, nos últimos 15 dias. O grupo armado ISWAP, braço do Estado Islâmico na África Ocidental, atacou bases militares e provocou uma onda de violência que persiste desde o início de março.

Durante os dias 5 e 6 de março, militantes do ISWAP invadiram quatro bases militares no estado de Borno, epicentro da insurgência. Segundo o jornal Punch, o saldo inicial aponta cerca de 40 militares mortos nesses ataques.

Em 7 de março, a defesa divulgou nota contestando o número de mortes, sem apresentar uma contagem alternativa. No entanto, em 8 e 9 de março, o Exército afirmou ter repelido ataques coordenados em Delwa, Goniri, Kukawa e Mainok.

Conforme o Armed Conflict Location & Event Data Project, os jihadistas também teriam sequestrado 300 civis, entre mulheres e crianças, utilizando armamento sofisticado, como metralhadoras antiaéreas e drones, durante as ofensivas.

Os ataques ocorrem em meio a uma insurgência que se estende pela região do Lago Chade, envolvendo camadas de violência que já provocaram o deslocamento de mais de 2 milhões de pessoas. O conflito teve início há quase duas décadas, com desdobramentos envolvendo diferentes facções jihadistas.

O país tem buscado apoio internacional para conter o grupo. Na região, tropas estrangeiras já atuam em treinamento e cooperação de segurança, em meio a uma resposta militar contínua do governo. Autoridades locais enfrentam críticas por decisões que impactam a percepção pública sobre a condução do combate ao terrorismo.

O governo federal tem sido alvo de cobranças pela gestão de segurança e por controvérsias políticas recentes envolvendo autoridades locais, incluindo declarações e ações de membros do governo que repercutem na opinião pública nacional. As autoridades destacam, porém, o compromisso com a luta contra o extremismo e a proteção de civis.

Até o momento, as forças de segurança não divulgaram números adicionais oficiais de mortos nas últimas ofensivas, mantendo o foco na resposta tática aos ataques e na recuperação de civis sequestrados. A situação na região permanece volátil e sujeita a novos desdobramentos.

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