- Pelo menos 17 pessoas morreram, a maioria mulheres jovens, quando um drone explosivo atingiu uma escola secundária e um centro de saúde na vila de Shukeiri, no Nilo Branco.
- Ao menos 10 ficaram feridas; três meninas sofreram ferimentos graves e passaram por cirurgias, uma foi transferida para a capital, Khartoum.
- A Sudan Doctors Network e o diretor do Douiem Hospital atribuem o ataque às Forças de Apoio Rápido (RSF); o RSF não respondeu a pedido de comentário.
- O ataque é o mais recente de uma guerra que dura quase três anos no Sudão, com dezenas de milhares de mortos segundo a ONU.
- Os combates concentram-se principalmente na região de Kordofan, com drones entre os métodos de ataque; autoridades investigam possíveis crimes de guerra.
Um ataque com drone explosivo atingiu uma escola secundária e um centro de saúde na vila de Shukeiri, província de White Nile, no Sudão, na quarta-feira. Ao menos 17 pessoas morreram, a maioria jovens estudantes, e 10 ficaram feridas, segundo informações do hospital Douiem.
O grupo de médicos Sudans Doctors Network informou que entre as vítimas havia dois docentes e um trabalhador da saúde, e que não havia presença militar na vila no momento do ataque. O RSF, forças paramilitares acusadas pelo crime, não respondeu a pedidos de comentários.
Dr. Musa al-Majeri, diretor do Douiem Hospital, descreveu ferimentos graves em três meninas, com duas passando por cirurgia e a terceira sendo evacuada para a capital Khartoum. O médico atribuiu o ataque ao RSF, que já é alvo de denúncias por ataques a civis em áreas próximas.
Contexto do conflito
O Sudão vive uma guerra civil desde 2023, iniciada por uma disputa de poder entre as Forças Armadas e o RSF. O conflito se estende por várias regiões, com dezenas de milhares de mortes e um cenário humanitário deteriorado.
Drones e combates continuam a ocorrer em áreas como a região de Kordofan, com ataques frequentes a alvos civis. Organizações internacionais registram violências que incluem atrocidades contra civis, investigadas como potenciais crimes de guerra. famílias locais enfrentam deslocamentos e interrupção de serviços básicos.
Desdobramentos recentes
Entre outubro e novembro, ocorrências notórias incluíram ataques em cidades no Darfur e retrocesso humanitário significativo. Organizações de direitos humanos destacam a necessidade de proteção de civis e de acesso a ajuda humanitária adequada.
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