- Os Estados Unidos atacaram e destruíram 16 embarcações mineiras iranianas perto do estreito de Hormuz.
- Segundo a CNN, o Irã teria colocado algumas dezenas de minas recentemente e tem capacidade para colocar centenas a mais.
- O estreito de Hormuz é a rota de cerca de um quinto do petróleo mundial; o Irã prometeu não permitir a saída de óleo se ataques continuarem.
- O ex-presidente Donald Trump disse, em rede social, que as minas devem ser removidas imediatamente; pouco depois, o Exército dos EUA divulgou imagens dos ataques.
- Navios de petróleo estão com o passagem bloqueada desde ataques norte-americanos e israelenses anteriores; o mercado reagiu com altas no petróleo e houve volatilidade por rumores sobre escortas.
O Exército dos EUA afirmou ter atacado e destruído 16 embarcações mineiras iranianas perto do Estreito de Hormuz, em meio a relatos de que o Irã tem colocado minas na rota marítima estratégica. A ação ocorre após alertas de inteligência sobre montagem de minas no canal vital para o trânsito de petróleo.
Segundo informações, o Irã já teria lançado dezenas de minas recentemente e pode posicionar centenas, segundo fontes citadas pela CNN. A bateria de minas no estreito eleva o risco de interrupção do abastecimento global.
O Estreito de Hormuz é passagem crítica, pela qual passa cerca de 20% do petróleo mundial. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã havia sinalizado que não permitiria nem mesmo um litro de petróleo deixar a região se ataques EUA-Israel continuarem.
Na terça-feira, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou, em rede social, que as minas seriam removidas imediatamente caso existissem. Menos de duas horas depois, os militares dos EUA divulgaram imagens de ações no local.
Momentos antes, o fluxo de óleo pelo estreito já estava comprometido desde ataques anteriores, com bloqueios ocorridos há 11 dias. As guerras de comando elevaram os preços globais do petróleo e afetaram mercados ao redor do mundo.
Comentando o anúncio de Trump, o secretário de Energia dos EUA apresentou as informações como incorretamente apresentadas pela equipe, e a Administração negou que houve uma operação de escolta de navios de petróleo. A agência de energia afirmou que houve erro de legenda na postagem.
O Irã respondeu com declarações oficiais, afirmando que qualquer movimento da frota norte-americana seria impedido por mísseis e drones, conforme a imprensa estatal iraniana. O porta-voz da Guarda Revolucionária também alvo de desmentidos sobre ocorrências recentes.
O chefe do Departamento de Defesa dos EUA, general Dan Caine, afirmou que a Marinha analisa opções para garantir a passagem de navios pelo estreito, mantendo o fluxo de petróleo global. As autoridades destacaram que buscam soluções conforme surgirem os problemas.
A região permanece sob tensão, com o Irã já tendo atacado infraestruturas de energia no passado para pressionar funções políticas e econômicas da região. O estreito mede apenas 34 km de largura no ponto mais estreito, com a rota de navegação muito reduzida.
Paralelamente, observadores apontam que a Saudi Aramco relata desvios de rotas para evitar o estreito, enquanto a rede de infraestrutura energética regional busca manter a capacidade de exportação via outras vias, como o terminal no Mar Vermelho.
A Agência Internacional de Energia (IEA) discutiu a liberação de reservas de petróleo em caráter emergencial para conter o aumento de preços. A proposta foi apresentada em encontro de autoridades energética de 32 países, com decisão prevista para hoje.
Observadores destacam que o cenário no Golfo Persico continua volátil, com impactos não apenas econômicos, mas também políticos, à medida que os Estados envolvidos avaliam próximas medidas. As informações são apuradas por agências AP, Reuters e AFP.
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