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Conflito no Oriente Médio: mais ataques aéreos e Irã reprime dissidência

Confrontos entre EUA, Israel e Irã continuam; ataques atingem bases no Golfo e o Estreito de Hormuz pode afetar o petróleo global

People stand at an affected area on the street, following a reported strike, amid the U.S.-Israeli conflict with Iran, in Tehran, Iran, in this screengrab from a a handout video released March 10, 2026. Iranian Red Crescent Society/Handout via REUTERS
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  • EUA e Israel prosseguem ataques a alvos ligados ao Irã no Oriente Médio, atingindo Israel, Líbano e o Golfo.
  • O governo iraniano disse que suas forças de segurança estão com o gatilho pronto para enfrentar qualquer revival de protestos anti-governo.
  • ataques coordenados atingiram bases norte-americanas e locais de petróleo no Qatar, Iraque, Bahrein e Emirados Árabes, com novas investidas na madrugada de quarta-feira.
  • um drone atingiu uma instalação diplomática dos EUA no Iraque; não há feridos, segundo autoridades americanas.
  • o conflito corta vias no Estreito de Hormuz, afetando o fluxo de petróleo; houve volatilidade de preços, com recuperação dos mercados após altas iniciais.

Ação de combates entre EUA, Israel e Irã se intensifica no Oriente Médio, com ataques aéreos trocados entre as forças americanas e israelenses e alvos no Irã. Governantes de Teerã alertaram que as forças de segurança estão prontas para enfrentar qualquer movimento de protesto. A escalada ocorre na 12ª semana de conflito.

Os confrontos mantêm o ritmo de ataques contra Israel, o Líbano e na região do Golfo, em meio a bloqueio de vias de navegação estratégicas pelo Estreito de Ormuz. A turbulência afeta o fluxo de energia mundial, com impactos temporários nos preços do petróleo e nos mercados.

O Irã, por meio das Forças Guardiãs da Revolução, informou ter atingido bases dos EUA no Qatar e no Iraque, além de ataques com drones contra instalações americanas no Golfo e no Bahrein. Relatos de ataques à base de Al Udeid e a instalações britânicas aparecem em várias frentes.

Paralelamente, a defesa israelense informou que parte dos mísseis lançados pelo Irã foi interceptada, e que os sonoros alertas de sirenes fizeram residentes buscar abrigo em abrigos. Ainda não houve confirmação sobre danos ou vítimas específicas resultantes desses lança­mentos.

Em Beirut, a operação israelense também visou grupos apoiados pelo Irã, com ações para enfraquecer milícias que operam junto a Hezbollah. O episódio ocorre enquanto o Irã realiza manifestações internas de apoio ao líder escolhido recentemente, Mojtaba Khamenei.

Repressão interna e novas detenções

O governo iraniano advertiu que manifestações contra o regime podem ser tratadas como ações hostis e que as forças de segurança estão em alerta máximo. Autoridades anunciaram a prisão de dezenas de pessoas acusadas de espionagem para potências estrangeiras.

Entre os EUA e o Irã, há troca de ataques que incluem minas e ataques com drones, sem sinal claro de redução do confronto. O Pentágono informou que algumas vítimas entre militares americanos foram registradas, sem detalhar o número exato.

O governo dos EUA reiterou a necessidade de manter livre o fluxo de energia no Estreito de Ormuz e afirmou ter neutralizado várias minas supostamente colocadas pelo Irã na região. A postura dos dois lados continua sob observação internacional.

Iranianos relatam noites de intenso bombardeio em cidades como Teerã, com moradores descrevendo o efeito destrutivo e o impacto psicológico sobre famílias, principalmente crianças, em meio ao conflito contínuo.

A comunidade internacional acompanha a evolução do conflito, com expectativa de que ações militares e pressões diplomáticas possam influenciar decisões sobre desescalada. O quadro permanece de alta insegurança na região.

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