- Hezbollah, apoiado pelo Irã, estaria retomando táticas de guerrilha no sul do Líbano, preparando-se para possível invasão israelense em larga escala.
- Fuzis operam em unidades pequenas e evitam dispositivos de comunicação que possam ser interceptados, além de racionarem foguetes antitanque.
- A ofensiva vem após promulgação de críticas internas e o deslocamento de cerca de 700 mil pessoas durante o conflito anterior, com a organização chamando suas ações de defesa existencial.
- Quatro fontes ouvidas mencionam que a estratégia se baseia na continuidade da guerra com Israel sob a perspectiva de um eventual cessar-fogo regional, com o Irã supostamente ainda resistente ao fracasso da crise.
- Dentro de Israel, o entorno de Khiyam tem sido foco de combate, com a presença de tropas israelenses e ataques diários de drones e foguetes por parte de Hezbollah; autoridades israelenses afirmam ter atingido centenas de alvos desde 2 de março.
O grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, prepara-se para um possível invasion israelense, retomando táticas de guerrilha no sul do Líbano. Militares operam em unidades pequenas, evitando dispositivos de comunicação vulneráveis a interceptação.
Fitas de combate apontam que, 15 meses após a última ofensiva israelense, o grupo desencadeou uma nova investida para vingar ataques anteriores. A ação coincide com pressão interna no Líbano para desarmar e com novas limitações impostas pelo governo.
As fontes, que pediram anonimato, indicam que parte do efetivo voltou a áreas próximas a Khiyam, na fronteira com Israel e Síria, onde o grupo acredita que uma invasão terrestre possa começar. Radwan, elite do Hezbollah, também estaria retornando à região.
Estratégia e recursos
Segundo entendidos, Hezbollah atua com quatro suplentes para cada comandante, visando manter a continuidade das operações. O Exército de Israel afirma ter atingido centenas de alvos do Hezbollah desde 2 de março, com ataques na região sul e nos arredores controlados pela militância.
A imprensa israelense aponta que, apesar dos golpes, o grupo busca estabilizar suas fileiras e manter a coordenação, com limitações a equipamentos de comunicação que possam ser interceptados. O Hezbollah também utiliza ataques patrocinados por drones e foguetes contra Israel.
A história recente reforça a complexidade da atuação regional: a Síria, aliada de Hezbollah, vive crise interna após a queda do presidente Bashar al-Assad, o que prejudica rotas logísticas entre Teerã e o Líbano.
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