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Congressistas dos EUA votam sobre poderes de guerra diante do Irã

Senado vota, na quarta, resolução bipartidária de poderes de guerra para limitar ações contra o Irã, com a Câmara prevista votar na quinta-feira

A view of the U.S. Capitol building at night in Washington
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  • Senado dos EUA deve votar na quarta-feira sobre uma resolução bipartidária de poderes de guerra para interromper a campanha contra o Irã e exigir autorização do Congresso para hostilidades.
  • A iniciativa, liderada por democratas e alguns republicanos, busca retomar a atribuição do Congresso de declarar guerra, conforme a Constituição.
  • A votação na Câmara está marcada para quinta-feira; mesmo aprovada, a medida precisa de maioria de dois terços em ambas as casas para sobreviver a possível veto do presidente Donald Trump.
  • Republicanos afirmam que há votos para derrotar a resolução e classificam a medida como questão de segurança nacional; dizem que operações são limitadas.
  • O conflito atual já provocou danos na região e mortes de membros das forças americanas, com desdobramentos para EUA, Israel e aliados.

O Senado dos Estados Unidos iniciou nesta quarta-feira a votação de uma resolução bipartidária de poderes de guerra, destinada a esfriar a campanha militar contra o Irã e exigir autorização do Congresso para qualquer hostilidade. A proposta reforça o papel do Legislativo na autorização de guerras, conforme a Constituição dos EUA.

Os autores Democratas, com apoio de alguns Republicanos, afirmam buscar a restauração da prerrogativa de declarar guerra. O objetivo é deixar claro o posicionamento de cada congressista sobre uma eventual decisão de engajar tropas, diante de operações já em curso.

A votação no Senado ocorre após meses de tensões crescentes na região e do início de um conflito entre EUA e Irã, que já provocou danos em vários países do Oriente Médio e registro de primeiras baixas entre militares norte-americanos, segundo a imprensa regulamente acompanhando o caso.

Progresso da votação

A expectativa é de que a Câmara dos Deputados continue o tema na quinta-feira. Em paralelo, o governador da Louisiana, o presidente da Câmara, disse considerar suficientes os votos para derrotar a resolução, argumentando que a medida pode colocar tropas em risco e induzir forças iranianas a ações mais agressivas.

Mesmo com o avanço no Senado, a aprovação depende de tridente de apoios: aprovação em ambas casas e, provável veto do presidente. Caso o texto passe pelas duas casas sem veto, ainda dependeria de uma maioria qualificada para viger sobre eventual veto.

Se o Irã permanecer envolvido no conflito, os autores da proposta indicam que novas tentativas de aprovação ampla podem ocorrer, conforme a evolução dos acontecimentos na região e o peso das informações recebidas pelo Congresso.

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