- Senado dos EUA deve votar na quarta-feira sobre uma resolução bipartidária de poderes de guerra para interromper a campanha contra o Irã e exigir autorização do Congresso para hostilidades.
- A iniciativa, liderada por democratas e alguns republicanos, busca retomar a atribuição do Congresso de declarar guerra, conforme a Constituição.
- A votação na Câmara está marcada para quinta-feira; mesmo aprovada, a medida precisa de maioria de dois terços em ambas as casas para sobreviver a possível veto do presidente Donald Trump.
- Republicanos afirmam que há votos para derrotar a resolução e classificam a medida como questão de segurança nacional; dizem que operações são limitadas.
- O conflito atual já provocou danos na região e mortes de membros das forças americanas, com desdobramentos para EUA, Israel e aliados.
O Senado dos Estados Unidos iniciou nesta quarta-feira a votação de uma resolução bipartidária de poderes de guerra, destinada a esfriar a campanha militar contra o Irã e exigir autorização do Congresso para qualquer hostilidade. A proposta reforça o papel do Legislativo na autorização de guerras, conforme a Constituição dos EUA.
Os autores Democratas, com apoio de alguns Republicanos, afirmam buscar a restauração da prerrogativa de declarar guerra. O objetivo é deixar claro o posicionamento de cada congressista sobre uma eventual decisão de engajar tropas, diante de operações já em curso.
A votação no Senado ocorre após meses de tensões crescentes na região e do início de um conflito entre EUA e Irã, que já provocou danos em vários países do Oriente Médio e registro de primeiras baixas entre militares norte-americanos, segundo a imprensa regulamente acompanhando o caso.
Progresso da votação
A expectativa é de que a Câmara dos Deputados continue o tema na quinta-feira. Em paralelo, o governador da Louisiana, o presidente da Câmara, disse considerar suficientes os votos para derrotar a resolução, argumentando que a medida pode colocar tropas em risco e induzir forças iranianas a ações mais agressivas.
Mesmo com o avanço no Senado, a aprovação depende de tridente de apoios: aprovação em ambas casas e, provável veto do presidente. Caso o texto passe pelas duas casas sem veto, ainda dependeria de uma maioria qualificada para viger sobre eventual veto.
Se o Irã permanecer envolvido no conflito, os autores da proposta indicam que novas tentativas de aprovação ampla podem ocorrer, conforme a evolução dos acontecimentos na região e o peso das informações recebidas pelo Congresso.
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