- Trump disse que o maior medo é que, com a ofensiva contra o Irã, haja uma mudança de regime que resulte em alguém tão ruim quanto o anterior.
- Ele afirmou que, do ponto de vista militar, os EUA e Israel teriam vencido, com ataques a alvos estratégicos do Irã e redução de estoques de mísseis e porta-aviões.
- O comentário foi feito durante coletiva no Salão Oval com o chanceler alemão Friedrich Merz, após o assassinato, no sábado, do líder supremo do Irã, Aiatisollah Ali Khamenei.
- Trump ameaçou cortar todo o comércio com a Espanha por não permitir bases conjuntas usadas em ataques; criticou o primeiro-ministro britânico Keir Starmer.
- Merz e Trump falaram sobre Teerã e também destacaram a Ucrânia; o presidente disse ter, segundo ele, forçado a mão de Israel para não atacar primeiro.
Donald Trump afirmou que teme que, após a operação militar entre EUA e Israel contra o Irã, haja uma mudança de regime que leve a uma liderança tão ruim quanto a anterior. O comentário foi feito durante uma coletiva no Salão Oval.
O presidente dos EUA falava ao lado da chanceler alemã convidada, Friedrich Merz. Na ocasião, ele comentou sobre o pior cenário possível após a operação que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ayatollah Ali Khamenei, no sábado.
Trump disse que a força militar norte-americana e israelense está muito superior, apesar de ainda haver lançamentos de mísseis. Segundo ele, as aeronaves e navios iranianos vêm sendo atingidos, afetando frota e estoques de mísseis.
Apesar do otimismo militar, o presidente admitiu que um desfecho com uma liderança ainda mais repressiva pode ocorrer. Ele afirmou que tal cenário seria o pior, caso leve a uma nova repressão interna sem melhoria para o povo iraniano.
O presidente também voltou a dizer que incentivou os iranianos a se levantarem contra o regime, mas pediu cautela enquanto o aparato estatal permanece intacto. Ele ressaltou que o momento exige previsibilidade para evitar consequências descontroladas.
Trump rejeitou acusações de que Israel tenha iniciado a guerra, afirmando ter forçado a mão de Israel para evitar um ataque iraniano. Em sua leitura, o Irã teria pretendido iniciar a ofensiva primeiro.
Sobre a reação europeia, o presidente criticou a Espanha por negar permissão para bases operarem em território espanhol. A fala ocorreu após Merz evitar críticas duras à decisão de Madrid.
Em relação à defesa europeia, Trump também cobrou maior comprometimento com gastos militares, citando a meta de 5% do PIB, que a Espanha teria rejeitado. Merz reiterou posição de apoio, mas sem tom confrontativo.
O encontro no Salão Oval ocorreu em meio a diferentes reações na Europa, com Merz buscando manter o foco na segurança de Ucrânia. O chanceler enfatizou alinhamento entre EUA e Alemanha sobre o objetivo de afastar o regime iraniano.
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