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EUA atacam Irã após plano de Israel de iniciar ataque, diz Rubio

Rubio afirma que ataque preventivo dos EUA ao Irã foi motivado pela escalada com Israel e pela ameaça de retaliação, enquanto Congresso avalia saída do conflito

Marco Rubio speaks to the press after the classified briefing on Monday.
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  • O governo dos EUA lançou ataques aéreos contra o Irã após Israel sinalizar ataque, com a justificativa de que Trump ordenou ações preventivas para evitar retaliação iraniana.
  • Segundo o secretário de Estado, Marco Rubio, o Irã responderia se atacado por qualquer parte, e não agir preventivamente poderia resultar em maiores baixas americanas.
  • O conflito, que envolve ataques mútuos, já provocou mortes entre líderes militares e políticos do Irã, além de vítimas declaradas pelas forças dos EUA (seis militares) e pela Cruz Vermelha iraniana (mais de quinhentos mortos).
  • As avaliações no Congresso ficaram divididas: republicanos defenderam a decisão, enquanto democratas questionaram a necessidade e o objetivo da guerra.
  • A Câmara deve votar, ainda nesta semana, uma resolução de poderes de guerra que poderia exigir o encerramento das hostilidades, mas pode enfrentar obstáculos a sua aprovação.

Os EUA anunciaram ataques aéreos contra alvos no Irã após alegação de que Israel planejava um ataque, segundo o secretário de Estado Marco Rubio. A explicação foi dada em briefing fechado no Capitólio, antes de uma votação sobre uma resolução de poderes de guerra no Congresso.

Rubio afirmou que havia claro risco de resposta de Teerã caso ocorresse qualquer ataque israelense, e que seria possível ocorrer maior número de baixas se Washington não fosse à ofensiva preventivamente. Segundo ele, a escalada já incluía ações de Israel e ataques iranianos contra objetivos na região.

O ciclo de ações entre EUA e Israel resultou em várias ondas de ataques aéreos contra o Irã desde o início do conflito, com contramedidas iranianas em alvos próximos a países aliados dos EUA. O objetivo declarado do esforço militar inclui degradar capacidades militares iranianas e interromper redes de apoio a grupos no Oriente Médio.

Até o momento, as autoridades americanas reconhecem mortes de membros das Forças Armadas, enquanto fontes iranianas falam em número de vítimas superior a 500 no Irã. Dados sobre baixas divergentes entre ambas as partes têm marcado a cobertura do conflito.

As reações no Congresso dividiram-se por tom partidário. Democratas criticaram a ação como conflitante e sem estratégia clara; republicanos defenderam a decisão de Trump, destacando a defesa de aliados e a necessidade de recuar caso haja ameaça à segurança nacional.

Ao deixar o briefing, líderes democratas questionaram a explicação apresentada. O senador Mark Warner ressaltou a preocupação com a hipótese de ter sido a Israel quem pressionou o país a entrar na guerra, chamando a situação de inusitada.

O presidente Trump havia descrito objetivos variados em entrevistas, incluindo a neutralização de capacidades de mísseis balísticos e da marinha iraniana, além de limitar o suporte de Teerã a forças proxy na região. Rubio, no entanto, citou dois objetivos: destruir a capacidade de mísseis e a força naval.

O porta-voz da Câmara, o republicano Mike Johnson, defendeu a operação como defesa de Israel, destacando que o país enfrentava uma ameaça existencial. A oposição interna ao Congresso aponta para a necessidade de esclarecer metas e um possível plano de saída.

A Casa Branca informou que o ataque foi ordenado sem pedido prévio de autorização Congressual, enquanto o grupo conhecido como Gang of Eight foi notificado antes do início das ações. A Câmara deve apreciar uma resolução que pode limitar ações futuras, com alto obstáculo de aprovação.

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