- Militares dos EUA teriam usado Claude, modelo de IA da Anthropic, para informar o ataque a Irã, apesar da decisão de Donald Trump de romper com a empresa horas antes.
- Segundo o Wall Street Journal, Claude foi empregado para fins de inteligência, escolha de alvos e simulações de campo.
- Na sexta-feira, horas antes do início do ataque, Trump ordenou que todos os órgãos federais deixassem de usar Claude.
- A crise entre Trump, o Pentágono e a Anthropic também envolveu críticas de altos oficiais, acusando a empresa de “arrogância e traição” e exigindo acesso total aos modelos de IA.
- Com a ruptura, a Anthropic sinalizou que a OpenAI assumiria parte das operações, com transição prevista de até seis meses para um serviço mais estável.
O Exército dos EUA utilizou Claude, modelo de IA da Anthropic, para informar o ataque ao Irã, mesmo após a decisão de Donald Trump de romper laços com a empresa e suas ferramentas de IA. A informação foi publicada pelo Wall Street Journal e pelo Axios, destacando a complexidade de desassociar ferramentas de IA que já estão integradas às operações.
Segundo o relatório, as autoridades militares usaram Claude com fins de inteligencia, para auxiliar na seleção de alvos e na simulação de cenários de batalha. A abordagem ocorre em meio a um ataque conjunto dos EUA e de Israel que teve início no último sábado.
Trump havia ordenado, na sexta-feira, que todos os órgãos federais cessassem o uso de Claude de imediato. O ex-presidente descreveu a Anthropic como uma empresa de IA de viés radical, em crítica publicada em suas redes sociais.
A tensão entre o governo dos EUA e a Anthropic se acentuou após o episódio envolvendo a utilização de Claude na operação de janeiro para capturar Nicolás Maduro, presidente da Venezuela. A Anthropic contestou, destacando seus termos de uso: a plataforma não autoriza aplicações violentas, desenvolvimento de armas ou vigilância.
O Departamento de Defesa reagiu, com elogio à dificuldade de desassociar rapidamente sistemas militares da IA, dada a ampla adoção. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, indicou que a Anthropic continuará a fornecer serviços por no máximo seis meses para viabilizar a transição.
Entre alternativas, a OpenAI ocupou parte do espaço deixado pela Anthropic. O CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou que houve acordo com o Pentágono para uso de ferramentas da empresa em redes classificadas, incluindo o ChatGPT.
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