- Um ataque com mísseis atingiu a escola Shajareh Tayyebeh, escola só para meninas, em Minab, no sul do Irã, resultando na morte de pelo menos 80 crianças e dezenas ainda desaparecidas.
- Vídeos e imagens do aftermíssivo circulam, com fumaça e escombros; a autenticidade foi confirmada por verificadores independentes citados pela imprensa.
- A escola fica próxima a um quartel das Forças Revolucionárias, e, se a contagem de mortos for confirmada, pode ser o maior número de fatalidades até o momento nos ataques liderados pelos Estados Unidos.
- Em todo o país, as pessoas relatam mistura de terror e esperança, com muitos temendo novas mortes civis. Escolas foram fechadas e famílias retornaram apressadamente para buscar crianças.
- O ataque ocorreu durante negociações diplomáticas entre EUA e Irã, cerca de sete semanas após o regime iraniano ter reprimido massivas mobilizações, com números de mortos ainda sendo contabilizados pela mídia e por organizações de direitos humanos.
Um ataque com mísseis atingiu uma escola feminina no sul do Irã neste fim de semana, deixando dezenas de mortos entre alunos que já estavam dentro das salas de aula. As informações indicam que o ataque faz parte de uma ofensiva liderada pelos EUA e por Israel, anunciada pelo ex-presidente Donald Trump como “operações de combate maiores”. O incidente ocorreu na cidade de Minab, na província de Hormozgan, e a escola Shajareh Tayyebeh foi alvo de uma ação que, segundo a agência estatal IRNA, vitimou pelo menos 80 crianças.
Segundo os relatos oficiais, dezenas de estudantes permanecem desaparecidas, e há danos significativos na estrutura escolar. Vídeos publicados em redes sociais mostram fumaça e destroços ao redor da escola, com curiosos reunidos no local. Plataformas de verificação de fatos identificaram a autenticidade de imagens associadas ao ataque, embora a veracidade de todos os detalhes ainda dependa de confirmação oficial.
Contexto do ataque e verificação
A escola fica próxima a dependências do Corpo Revolucionário da Guarda (IRGC), o que, se confirmado, tornaria o ataque uma das maiores baixas civis até o momento na operação coordenada entre EUA e Israel. O episódio ocorre em meio a negociações diplomáticas entre Washington e Teerã, cerca de sete semanas após o governo iraniano ter duramente reprimido protestos nacionais.
Em território iraniano, moradores relataram sensação de medo e, ao mesmo tempo, de esperança de que o conflito possa provocar mudanças políticas. Em Teerã, famílias buscaram proteger crianças e fecharam escolas, com muitos preparados para uma possível escalada de violência. Relatos de moradores destacam preocupações com vítimas civis e com a continuidade dos confrontos.
Outros relatos citam que instituições públicas, incluindo prédios governamentais, foram atingidos nas primeiras ações da ofensiva. A cobertura de direitos humanos aponta mais de 7 mil mortos nas manifestações e mais de 11 mil casos em apuração, com a atividade das autoridades sob escrutínio internacional. Moradores ouvidos manifestaram receio de novas mortes entre civis, independentemente do lado envolvido.
Repercussões locais e percepção pública
Na capital, o impacto imediato foi visto em queda de energia, interrupções de serviços e deslocamentos de famílias que tentavam localizar parentes. Comerciantes relataram receio de consequências econômicas e, ao mesmo tempo, um sentimento de resiliência diante da crise.
Um comerciante de 37 anos afirmou que recebeu informações conflitantes sobre impactos em prédios governamentais, ao mesmo tempo em que expressou preocupação com danos colaterais. Ele destacou a lembrança de incidentes anteriores de repressão, ao mesmo tempo em que reiterou o desejo de evitar mais vítimas civis.
Outros jovens, incluindo estudantes universitários, descreveram sons de explosões próximos aos campi, relatando preparação para eventuais desdobramentos. Eles ressaltaram dificuldade de acesso a meios oficiais de comunicação em alguns momentos, sem confirmar se houve censura ou sobrecarga de tráfego em sites do governo.
Em meio ao choque e à incerteza, o governo iraniano chamou autoridades e a comunidade internacional para acompanhar os desdobramentos com cautela. O país continua sob pressão diplomática, com avaliações sobre os efeitos de uma escalada militar e sobre as chances de avanços nas negociações.
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