- O governo do Paquistão rejeita qualquer diálogo com o regime talibã e afirma que o terrorismo vindo do Afeganistão precisa terminar.
- Islamabad declarou estado de alerta máximo e ordenou o fechamento preventivo de escolas em várias regiões por risco de atentados suicidas.
- O governo paquistanês afirma, em balanço oficial, que 331 combatentes talibãs morreram e que houve destruição de 163 veículos blindados, além de bombardeios a 37 posições e captura de 22 postos avançados em território afegão.
- O regime talibã diz ter realizado bombardeios noturnos contra instalações militares paquistanesas em Miranshah e Spinwam; o Paquistão não confirmou baixas relevantes.
- A tensão ocorre na Linha Durand, com apoio diplomático dos Estados Unidos, e o Afeganistão busca mediação internacional com Arábia Saudita e Catar para reduzir o conflito.
Pakistan rejeita diálogo com os talibãs e mantém ofensivas em território afegão
O governo paquistanês veio a público nesta sexta-feira, mantendo a rejeição a qualquer negociação com o regime talibã. A declaração ocorreu 24 horas após Kabul ter ofertado uma via diplomática para reduzir a escalada do conflito. Islamabad afirma que não há espaço para negociação e cobra o fim do terrorismo proveniente do Afeganistão.
Autoridades paquistanesas informaram que mais de 300 combatentes talibãs teriam morrido e centenas ficado feridos nas ofensivas recentes, segundo dados oficiais. O governo também decretou estado de alerta máximo e ordenou o fechamento preventivo de escolas em várias regiões por risco de atentados suicidas.
Ofensivas e respostas
O ministro de Informação do Paquistão, Attaullah Tarar, divulgou o balanço da operação Ghazb lil Haq: 331 talibãs mortos, 163 veículos blindados destruídos, 37 posições bombardeadas e 22 postos avançados capturados em território afegão. O número não foi verificado de forma independente.
O Ministério da Defesa do governo talibã afirmou que a força aérea realizou bombardeios noturnos contra instalações militares paquistanesas em Miranshah e Spinwam. O Paquistão não confirmou baixas ou danos significativos até o momento.
Contexto internacional e motivações
A crise envolve acusações do Paquistão sobre apoio do governo de Kabul ao grupo Tehrik-e-Taliban Pakistan (TTP), responsável por ataques no território paquistanês. A escalada ganhou contornos globais ao contar com o apoio diplomático dos Estados Unidos, que defenderam o direito de Islamabad de proteger seu território.
O porta-voz do governo talibã, Zabihullah Mujahid, afirmou que o regime está aberto a resolver tensões pela via política. Paralelamente, o ministro das Relações Exteriores afegão, Amir Khan Muttaqi, iniciou contatos com a Arábia Saudita e o Qatar para mediar o conflito.
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