- Israel e Estados Unidos conduziram um ataque conjunto contra o Irã durante as negociações nucleares, planeado há meses.
- Este é o segundo ataque durante o processo de negociação, echo o primeiro ocorreu em junho do ano passado, a poucos dias de novas conversas.
- O ataque, ocorrido no meio das negociações, deve dificultar seriamente a credibilidade de um acordo com Teerã, segundo observadores.
- O ministro dos Negócios Estrangeiros do Omã, Badr Albusaidi, viajou a Washington para defender o progresso das conversas, destacando concessões como armazenamento zero de urânio altamente enriquecido e verificação total pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
- Segundo o anúncio de Albusaidi, o acordo poderia incluir enriquecimento apenas para uso civil e um regime de verificação que poderia ser assinado ainda nesta semana, com detalhes em até três meses; questões de direitos humanos e programa de mísseis não estavam, porém, no foco.
O ataque conjunto de Israel e dos EUA contra o Irã, planejado por meses, ocorreu no momento de novas negociações entre Teerã e Washington. A ofensiva, realizada durante as conversas bilaterais, busca pressionar as partes para avançarem em um acordo nuclear. O objetivo declarado era impedir o desenvolvimento de capacidades que possam impactar a região.
Quem participou: Israel e os EUA coordenaram a ação, enquanto o Iraque de forma indireta pode ter sido citado como cenário estratégico. O governo iraniano afirma que o ataque prejudica a diplomacia e amplia o risco de confronto. O episódio chegou a preocupar mediadores regionais.
Quando e onde aconteceu: a ofensiva ocorreu recentemente, em meio a uma segunda rodada de negociações entre EUA e Irã, com foco em limitar atividades nucleares. O ataque foi amplificado por relatos de atividades militares na região, incluindo explosões observadas em Teerã.
Por que ocorreu: a ação foi justificada por Washington como resposta a potenciais ameaças, enquanto Teerã via o movimento como obstáculo às negociações. Analistas ressaltam que o timing complica a viabilidade de um acordo, especialmente diante de ofensivas paralelas.
Contexto diplomático
O mediador omanense Badr Albusaidi chegou a Washington para reforçar o impulso diplomático. Em entrevista, ele afirmou que havia avanços significativos e que o acordo poderia superar o que foi tentado em 2015. A comitiva enfatizou ver o progresso em princípios, com verificação da IAEA como ponto-chave.
Ponto de atenção
Segundo relatos, propostas envolviam zero estoque de urânio fortemente enriquecido, redução de estoques existentes, acesso total para a IAEA e potenciais inspetores adicionais. A discussão incluía ainda enriquecimento limitado ao necessário para uso civil, com um cronograma para detalhamentos técnicos.
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