- Mídia estatal confirmou a morte do aiatolá Ali Khamenei após a ofensiva dos EUA e de Israel para regime mudança; o anúncio foi feito pelo governo dos EUA e posteriormente confirmado pelo Irã.
- Ataques aéreos no Irã teriam deixado mais de 200 mortos e 747 feridos, conforme a Cruz Vermelha iraniana, com ações em 24 províncias.
- O Irã respondeu com retaliação, mirando bases israelenses e norte-americanas; houve, entre outros também, um morto em Telavive e incidentes em Dubai, incluindo o aeroporto.
- Os Emirados Árabes Unidos disseram ter interceptado a maioria de 137 mísseis e 209 drones lançados pelo Irã; em Abu Dhabi houve um morto e sete feridos em um “incidente” no aeroporto.
- Reações internacionais pediram desescalada e retorno às negociações; o Conselho de Segurança da ONU realizou reunião de emergência e líderes ocidentais discutem caminhos diplomáticos.
Um conflito militar envolvendo EUA, Israel e Irã ganhou contornos graves após ataques e respostas na região. Segundo a mídia estatal do Irã, o líder supremo Ali Khamenei foi morto em meio às ofensivas iniciadas pelos EUA e Israel. O presidente dos EUA afirmou que a morte representa justiça para o povo iraniano e repetiu o chamado por mudanças no regime.
Pelo lado iraniano, autoridades e agências humanitárias relataram dezenas de milhares de feridos e mortos em ataques aéreos que atingiram 24 províncias ao longo de um dia. A Cruz Vermelha Iraniana informou mais de 200 óbitos e 747 feridos, em meio a ataques totais em várias cidades.
Em Teerã, moradores relataram celebração nas ruas após a circulação de informações sobre o possível falecimento do líder. No entanto, fontes oficiais mantêm o foco na avaliação dos danos e na resposta militar.
Repercussões militares e regionais
O primeiro-ministro de Israel indicou sinais de que o líder iraniano poderia ter falecido e autoridades israelenses teriam informado sobre a recuperação de seu corpo. O Irã prometeu retaliação, mirando bases militares de Israel e dos EUA em várias regiões do Oriente Médio.
Na região, ataques iranianos atingiram alvos em mais de seis países e afetaram infraestrutura estratégica. Em território israelense, relatos de um óbito e dezenas de feridos após um disparo atingirem um edifício em Tel Aviv foram divulgados por veículos de imprensa locais.
No Golfo, incidentes em aeroportos e hotéis de cidades como Dubai resultaram em feridos e em incêndios, com ataques também alvejando instalações estratégicas. O governo dos Emirados Árabes Unidos informou que interceptou a maior parte dos mísseis e drones lançados pelo Irã.
No entorno, autoridades do Abu Dhabi confirmaram um morto e sete feridos em um incidente no aeroporto internacional Zayed, relacionado aos ataques regionais. O Iraque, Kuwait e outros Estados da região acompanharam com medidas de contenção.
Reação internacional e diplomacia
Quebra de consenso foi observada em organismos internacionais: o Conselho de Segurança da ONU realizou uma sessão de emergência, convocada por missões de França, Bahrein, China, Rússia e Colômbia. O secretário-geral da ONU, António Guterres, lamentou a perda de oportunidade para diplomacia.
Países ocidentais pediram contenção, com declarações de governos europeus que condenaram ações iranianas, mas evitaram apoiar de forma inequívoca a ofensiva liderada pelos EUA e Israel. Líderes de outras nações defenderam retorno ao diálogo negociações para reduzir a escalada.
Nos EUA, a reação foi miera entre apoio e críticas: parte da oposição e de setores democratas tratou a ofensiva como agressão ilegal; já os republicanos tendem a apoiar medidas de força para conter o Irã.
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