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IS ressurge no nordeste sírio para explorar insatisfações com al-Sharaa

Grupo extremista lança imagem renovada para atrair descontentes com o governo de Damasco e intensifica ataques no nordeste da Síria

A destroyed street in Deir ez-Zor, north-east Syria.
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  • O Estado Islâmico passa a atuar de forma mais pública no nordeste da Síria, especialmente em Deir ez-Zor e em Baghuz, onde ainda existem comunidades tensas com o grupo.
  • O grupo lançou uma “rebranding” para atrair novas bases de apoio, buscando reconquistar corações e mentes ao invés de manter a brutalidade anterior.
  • O porta-voz Abu Hudhayfah al-Ansari fez um discurso de mais de trinta minutos, atacando o presidente Ahmad al-Sharaa e chamando a luta contra o governo sírio de dever dos seguidores do IS.
  • Esta semana, pelo menos nove ataques foram atribuídos a membros do IS contra postos de controle do governo na região, incluindo um tiroteio em Raqqa que deixou quatro mortos entre as forças de segurança.
  • Em Baghuz, moradores relatam que é fácil identificar simpatizantes do IS pela forma de vestir e comportamento; analistas dizem que a estratégia visa explorar o descontentamento com a aproximação de Damasco com o Ocidente.

O grupo extremista Islamic State (IS) ressurgiu no nordeste da Síria, buscando se manter entre a população local e explorar o descontentamento com o governo de Damasco. Em Baghuz, antiga base,restos de batalhas e objetos chaoticos coexistem com uma atmosfera de tensão. As ruínas continuam marcadas pela ofensiva de 2019, quando o califado foi derrotado pela força multilateral apoiada pela coalizão ocidental.

Nos últimos dias, houve sinais de que o IS está tentando rebranding para atrair novos apoiadores. O porta-voz Abu Hudhayfah al-Ansari divulgou um pronunciamento longo, voltado a rejeitar o governo sírio de Ahmad al-Sharaa e a apresentar uma agenda de combate ao regime. Em seguida, ataques a postos de fiscalização ocorreram em várias regiões do nordeste, com confrontos em Raqqa deixando militares de segurança mortos.

O contorno da ameaça ganha contornos claros em Deir ez-Zor, onde moradores e ativistas descrevem a presença de indivíduos ligados ao IS nas ruas, com sinais perceptíveis de simpatia entre parte da população. A região, historicamente um ponto estratégico durante o auge do grupo, permanece marcada por reconstrução lenta e tensões locais.

Al-Sharaa, que ganhou relevância ao conduzir uma transição política e alinhar-se a cooperativas ocidentais, tem visto o IS mirar seu governo como alvo. O grupo também divulgou ações reivindicadas junto a ataques na região, associando-se a símbolos e imagens de suas operações para reforçar a visibilidade.

Especialistas avaliam que a nova estratégia visa recuperar apoio popular e reconstituir a estrutura do grupo, ao apostar em mensagens de dissidência com o governo atual. Em análises, a busca é pela percepção de legitimidade local, menos pela brutalidade extrema do passado.

Para a população de Baghuz, a ameaça é real e presente. Em relatos, residentes destacam que o passado sombrio ainda influencia o cotidiano, com receio de retomar atividades que possam expor vilarejos a retaliações. A situação continua sob monitoramento de autoridades locais e organizações de segurança.

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