- EUA e Israel realizaram ataques ao Irã após inteligência de que líderes e clérigos poderiam ser atingidos simultaneamente, segundo fontes familiarizadas com as deliberações.
- Autoridades afirmam que o generalíssimo Ayatolá Ali Khamenei e de cinco a dez altos dirigentes iranianos teriam morrido em um ataque israelense a um complexo em Teerã; Trump chegou a mencionar a morte de Khamenei.
- A ofensiva ganhou ritmo após uma janela de oportunidade identificada pelos israelenses durante reuniões pela manhã, que teriam acelerado o planejamento dos ataques.
- Em Genebra, envoys americanos pressionavam o Irã para destruir três grandes sites de enriquecimento — Fordow, Isfahan e Natanz — e entregar o restante do material, condições que não avançaram.
- As autoridades dos EUA destacam o arsenal de mísseis convencionais do Irã e dúvidas sobre o caráter pacífico do programa nuclear, além de suspeitas de reconstrução de instalações de enriquecimento após ataques anteriores.
O governo dos Estados Unidos, em operação conjunta com Israel, lançou ataques contra alvos na Iran após recebimento de inteligência de que seria possível atingir, ao mesmo tempo, o líder supremo e outros comandantes iranianos. A ofensiva ocorreu na tarde de sábado, com ações coordenadas em território iraniano, segundo relatos de fontes próximas às decisões.
Segundo informações de duas pessoas familiarizadas com as deliberações, Israel acompanhava a movimentação do ayatolá Ali Khamenei e avaliava uma janela de oportunidade para atacar. A estratégia era desarticular o comando central da República Islâmica, considerando que, com a morte do líder, o apoio aos seus herdeiros poderia reduzir-se entre as forças governistas.
Outra fonte, que acompanhava os Preparativos Militares, informou que houve várias reuniões pela manhã do dia do ataque e que diversos objetivos foram atingidos. Um posto de comando em Teerã teria sido atingido, conforme avaliação inicial de preparativos israelenses.
Um funcionário dos EUA, acreditando que Khamenei e entre cinco e dez líderes proeminentes iranianos teriam sido assassinados, confirmou o alegado desfecho da operação no fim da tarde de sábado. Em rede social, o presidente Trump indicou pela plataforma Truth Social que o líder iraniano foi morto, sem detalhar as evidências.
Autoridades de alto escalão do governo americano enfatizaram que a ofensiva foi justificável pela ameaça representada pelo arsenal de mísseis convencionais do Irã, considerado um risco intolerável. Também foi destacada a suspeita de que o programa de enriquecimento nuclear não estaria apenas para fins pacíficos, mesmo com propostas de cooperação energética oferecidas pelos EUA.
A ofensiva gerou reação diplomática externa, com o chanceler de Omã manifestando decepção e dizendo que negociações sérias haviam sido prejudicadas. O episódio ocorre após semanas de negociações em Genebra entre emisários dos EUA e o Irã sobre o programa nuclear.
As ações de sábado seguem o histórico de tensões entre Washington, Tel Aviv e Teerã, e marcam uma escalada que envolve decisões de alta hierarquia militar e governamental. A operação permanece sob avaliação de autoridades dos EUA, com possíveis desdobramentos para as próximas horas.
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