- EUA e Israel lançaram, neste sábado, um ataque coordenado de grande escala contra o Irã, abrindo um novo capítulo de tensão na região.
- Pouco depois, o Irã teria começado a lançar mísseis contra Israel, com uma segunda onda de ameaças sendo interceptada pelos israelenses.
- Em junho de dois mil e vinte e cinco, terminou uma guerra entre Israel e Irã, com um cessar-fogo imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após bombardeio a instalações nucleares iranianas.
- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou ter cumprido a missão de neutralizar os programas nuclear e de mísseis iranianos.
- O texto contextualiza conflitos entre os países desde a década de cinquenta, destacando histórico de tensões e intervenções que moldaram as relações ao longo das décadas.
No sábado pela manhã, Israel e os Estados Unidos realizaram um ataque coordenado de grande escala contra o Irã, marcando um novo capítulo de tensão no Oriente Médio. Logo após, militares israelenses afirmaram que o Irã tinha começado a enviar mísseis contra Israel, em seguida reportando uma segunda onda e a atuação de interceptação. O episódio ocorre em meio a décadas de atritos entre Washington, Tel Aviv e Teerã.
Em junho de 2025, doze dias após o início do conflito, houve o fim da guerra entre Israel e Irã, com um cessar-fogo imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, cerca de 48 horas depois de sua intervenção para bombardear instalações nucleares iranianas. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que as metas de destruir os programas nuclear e de mísseis do Irã foram cumpridas. Ainda assim, dúvidas sobre os danos ao programa nuclear permaneceram, impactando as relações entre Washington e Teerã.
Entre 1951 e 1953, o Irã passou por influências externas significativas, com golpe apoiado por EUA e Reino Unido que derrubou o então premier Mossadegh após a estatização do petróleo. A crise ajudou a moldar a percepção internacional da intervenção externa na região. Nos anos seguintes, o Irã consolidou um alinhamento com o Ocidente, mantendo parceria com EUA e aliados na região, ao mesmo tempo em que reforçava o programa nuclear civil sob supervisão internacional.
No período de 1979 em diante, a Revolução Islâmica levou à ruptura de relações entre Irã e EUA, com a tomada da Embaixada Americana em Teerã. O conflito continua a influenciar a geopolítica regional, com a participação de atores como o Hezbollah e houthis no Líbano e no Iêmen, além de tensões entre Teerã e Tel Aviv que se agravam com o avanço do programa nuclear iraniano.
Entre 1998 e 2001, houve tentativa de melhoria das relações, com visões conciliatórias de governos iraniano e americano após ataques de 11 de setembro de 2001. No entanto, a relação voltou a se deteriorar nos anos seguintes, especialmente após a decisão de Washington de reaproximar-se de Bagdá e as disputas sobre o programa nuclear iraniano.
De 2005 a 2025, o tema nuclear continuou a ser o ponto central da disputa. Em 2015, um acordo internacional buscou limitar o programa iraniano; em 2018, o então presidente Trump retirou os EUA do acordo e reimpondo sanções. Em 2020, o Irã também sinalizou saída do tratado, após a morte do general Qasem Soleimani. A escalada de 2023 e as ações subsequentes intensificaram a tensão com Israel, culminando no ataque de 2025.
Contexto histórico
O Irã, por décadas, foi palco de influências externas que ajudaram a moldar sua política externa. A ocupação de 1941 e a subsequente Crise do Irã são vistas por analistas como marco importante para a Guerra Fria. O golpe de 1953, embora creditado a interesses ocidentais, deixou marcas duradouras na memória pública iraniana e nas relações com os Estados Unidos.
Situação atual e perspectivas
A rede de alianças na região permanece tensa, com episódios de confronto direto e ataques a instalações estratégicas. Organizações regionais e potências internacionais acompanham de perto a evolução dos desdobramentos, que moldam a segurança, o comércio e a diplomacia no Oriente Médio. O cenário indica que a relação entre EUA, Israel e Irã continuará a exigir monitoramento contínuo e respostas diplomáticas coordenadas.
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