- Cazas de combate da Royal Air Force sobrevoaram Oriente Próximo após o ataque conjunto dos EUA e de Israel contra o Irã.
- O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, convocou o gabinete COBRA para avaliar a situação e disse que o país não participou dos ataques, mas aumentou a coordenação defensiva na região.
- Starmer afirmou que as forças britânicas continuam ativas e que os aviões estão no céu como parte de operações de defesa para proteger cidadãos, interesses e aliados, conforme a legislação internacional.
- O Reino Unido já enviou Typhoons para Qatar para proteger a base de Al Udeid e outras instalações, além de ter chegado material de defesa na base Akrotiri, em Chipre; nenhum tornadou decolou de bases britânicas no ataque recente.
- A oposição e aliados divergem: o governo oferece cautela legal, enquanto membros conservadores manifestam apoio aos ataques; há críticas sobre base legal e envolvimento.
Cazas de combate da Royal Air Force sobrevoaram o Oriente Médio nas horas seguintes ao ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, convocou o gabinete de crise COBRA ao amanhecer para avaliar a situação e deixou claro que o Reino Unido não participou diretamente dos ataques, mas ordenou o aumento da defesa regional.
Starmer afirmou que as forças britânicas permanecem ativas e que os aviões do país estão no céu como parte de operações de defesa coordenadas para proteger cidadãos, interesses e aliados, em conformidade com a legislação internacional. O governo sustenta que as medidas visam dissuadir novas agressões.
Apesar das tensões, Downing Street negou o uso de bases britânicas para lançar ataques. O governo também cita complexidades diplomáticas com os Estados Unidos, em meio a debates sobre acordos anteriores envolvendo bases externas, como Diego García e Fairford. As informações indicam cautela britânica diante de eventuais ações.
No mês passado, o Reino Unido deslocou Typhoons para Qatar, protegendo a base de Al Udeid, além de enviar mais F-35 e material de defesa aéreo para a base Akrotiri, em Chipre. Starmer reforçou a posição de defesa regional sem justificar intervenções militares.
Reações políticas
A presidente da Comissão de Assuntos Exteriores do Parlamento, Emily Thornberry, defendeu que o Reino Unido não se envolva em conflito que não tenha base legal reconhecida. Ela apontou falta de base legal para a atuação, segundo interpretação parlamentar.
A oposição conservadora mostrou apoio mais claro aos ataques liderados pelos EUA e por Israel. A líder do partido, Kemi Badenoch, escreveu em X que o Reino Unido está ao lado dos aliados na luta contra a ameaça iraniana e contra violações de direitos humanos.
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