- Israel sofre novos ataques a partir do Irã, com sirenes de alerta e abrigos cheios, em meio a uma escalada antes das eleições.
- A ofensiva freia desentendimentos políticos internos, com apoio unânime de líderes de oposição em relação à continuidade dos ataques.
- Figuras proeminentes defendem uma guerra ampla e sem prazo, ressaltando que a ofensiva é necessária para enfrentar a ameaça iraniana.
- A população, incluindo cidadãos árabes-israelenses, enfrenta riscos adicionais, sobretudo para quem não tem abrigo em casa, enquanto muitos buscam proteger suas famílias.
- O ataque coincide com o feriado de Purim e provoca impactos no cotidiano, inclusive cancelamento de voos e interrupção de atividades, como produções de cinema.
O que aconteceu ocorreu neste sábado, quando ataques aéreos atingiram alvos no Irã e ruas de Israel ficaram vazias, com sirenes de alerta e abrigo lotado. A ofensiva interrompeu temporariamente a crise política interna, em meio a apelos por uma resposta ampla.
Modelos de medo e resignação não frearam o apoio público a uma segunda fase de confronto regional. Estudante de 23 anos em Tel Aviv disse que a decisão precisa ser concluída para garantir a segurança. Outro israelense de 30 anos afirmou apoiar 100% a operação, defendendo uma resposta contra o terrorismo, não contra o povo iraniano.
A ofensiva de manhã suspendeu a disputas eleitorais sobre recrutamento de ultraortodoxos e sobre uma possível comissão para apurar ataques de 7 de outubro de 2023. Líderes da oposição, em grande parte, manifestaram respaldo ao primeiro-ministro e à ação.
Entre ecos de apoio, figuras públicas ressaltaram a necessidade de manter a pressão. O ex-ministro da Defesa afirmou que Israel tem vantagem estratégica e não deve parar até cumprir o objetivo. Segundo ele, os lançamentos de foguetes iranianos mostram fragilidade do adversário.
Uma crítica relevante veio do parlamentar Ayman Odeh, que é cidadão palestino de Israel, ao cobrar dos oposicionistas cautela com uma linha de confrontos contínuos. Ele apontou uma repetição de táticas que não garantem segurança.
Para cidadãos árabes de Israel, o risco é maior, especialmente para quem não tem abrigo em casa. Um morador de Jerusalém oriental relatou sair com a família para a casa de parentes, buscando proteção coletiva.
Para muitos, o conflito afeta a rotina diária. Profissional da indústria audiovisual disse que as sirenes viraram parte do cotidiano, dificultando a produção de um filme em andamento e interrompendo planos de lazer.
O ataque ocorreu na véspera de Purim, data judaica marcada por celebrações que violam costumes. Em Tel Aviv, parte das pessoas manteve os trajes de festa e seguiu para abrigos, em meio à tensão.
Turistas internacionais também buscaram abrigo. Um casal francês encontrou dificuldades para retornar, após cancelamento de voos e fechamento do espaço aéreo, reforçando o impacto da escalada na mobilidade regional.
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