- O ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Asif, afirmou nas redes sociais que “agora há uma guerra aberta” entre Paquistão e o regime talibã do Afeganistão, após bombardeios em Kabul e em duas províncias afegãs.
- O episódio quebra o cessar-fogo gerido pela Turquia e pelo Qatar, acordado após os choques entre os dois vizinhos em outubro que deixaram dezenas de mortos.
- Islamabad acusa Kabul de facilitar abrigo aos insurgentes do Tehrik-e-Taliban Pakistan, grupo que se reorganizou e ganhou força desde o retorno dos talibãs ao poder em 2021.
- Pela primeira vez, o Paquistão bombardeou instalações do governo talibã, atacando o regime e não apenas alvos insurgentes, o que aumenta o risco de escalada.
- Os talibãs, sem força aérea, têm recorrido a ataques assimétricos e ao uso de drones em cidades paquistanesas, elevando a tensão na fronteira de aproximadamente dois mil seiscentos quilômetros.
O Paquistão bombardeou Kabul e duas províncias afegãs, sinalizando ruptura com o regime talibã. O ministro da Defesa paquistanês, Khawaja Asif, informou pelas redes sociais que “agora há uma guerra aberta” entre os dois países.
O ataque marca o fim do cessar-fogo em vigor desde outubro, mediado por Turquia e Catar. Nas últimas semanas, Islamabad já vinha preparando ações contra alvos considerados terroristas, mas as ações de sexta-feira atingem instalações do governo talibã.
O histórico entre os dois lados envolve o Tehrik-e-Taliban Pakistan (TTP), grupo paquistanês que atua contra o Estado e tem ligações com o ambiente fronteiriço. A fronteira de cerca de 2,6 mil quilômetros facilita refugiar-se e retaliar em território afgano.
Kabul acusa o Paquistão de permitir abrigo a insurgentes; Islamabad aponta ataques a fronteira como resposta a infiltrações. A escalada eleva o risco de confrontos diretos e de novos distúrbios na região.
Além dos ataques militares, o Paquistão já registrou atentados internos atribuídos a insurgentes, incluindo ataques a locais sunitários e chiítas. Especialistas avaliam que a ofensiva pode intensificar a violência tanto em áreas fronteiriças quanto em cidades paquistanesas.
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