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Conflito entre Afeganistão e Paquistão: causas por trás dos confrontos

Paquistão intensifica ataques aéreos no Afeganistão, mirando postos militares e depósitos, elevando tensões e levando autoridades a falar em guerra aberta

Aftermath of the Pakistani airstrikes in Bihsud district, Nangarhar province
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  • No início de fim de semana, o Paquistão lançou ataques aéreos em cidades importantes do Afeganistão, em resposta a um ataque de forças de fronteira paquistanesas, segundo autoridades de Islamabad e Kabul em 27 de fevereiro.
  • Os ataques aéreos e terrestres atingiram postos militares, quartéis e depósitos de munição do Taliban ao longo da fronteira, de acordo com o comunicado das autoridades.
  • As operações provocaram pesadas perdas de ambos os lados; o ministro da Defesa paquistanês chamou o confronto de “guerra aberta”.
  • A escalada ocorre após ataques a alvos militantes no Afeganistão terem sido efetuados pelo Paquistão no fim de semana anterior, aumentando a tensão já alta desde outubro.
  • Analistas dizem que o Paquistão pode ampliar a campanha militar, enquanto Kabul pode responder com ataques a postos na fronteira; as capacidades militares de cada lado variam consideravelmente.

Pakistan realizou ataques aéreos em cidades importantes do Afeganistão durante a noite de sexta-feira, segundo autoridades em Islamabad e Kabul. Os ataques atingiram postos militares e depósitos ao longo da fronteira, após uma ofensiva afegã contra forças paquistanesas.

Os dois lados registraram pesadas perdas em combates, que o ministro da Defesa paquistanês descreveu como uma “guerra aberta”. A escalada ocorre semanas depois de ataques aéreos do Paquistão contra alvos militantes no Afeganistão.

Tensões aumentaram desde que o Paquistão lançou ataques aéreos contra militantes no Afeganistão no fim de semana passado. Em outubro, choques na fronteira já deixaram dezenas de soldados mortos, até negociações mediadas por terceiros.

Contexto: Islamabad viu a volta do Taliban ao poder em 2021 com enquadramento político ambíguo, enquanto Kabul nega abertamente abrigar militantes paquistaneses. Milícias e insurgentes ligados ao TTP têm sido apontados por Islamabad como base no Afeganistão.

Contexto: Kabul rejeita alegações de uso de território afegão para ataques paquistaneses. O Taliban afegão afirma que o Paquistão abriga combatentes do Estado Islâmico, uma acusação negada por Islamabad.

O que se espera: analistas ajudam a prever que Paquistão pode intensificar a campanha, enquanto Kabul pode responder com ataques cruzados e novas interrupções no comércio na fronteira.

Capacidade militar: o Taliban possui menos de um terço do efetivo paquistanês, com aeronaves limitadas e sem força aérea de combate. O Paquistão conta com mais de 600 mil militares ativos, milhares de veículos blindados e mais de 400 aeronaves, segundo dados de 2025.

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