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Assessores de Trump buscam justificar intervenção militar dos EUA no Irã

Conselheiros de Trump tentam justificar intervenção militar; especialistas dizem que ICBMs iranianos não atingem os EUA, enquanto o governo afirma ter destruído o programa nuclear

A research reactor in Tehran, Iran, on 26 February 2026, the final day of Iran-US talks held in Geneva, Switzerland.
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  • Os assessores de Trump tentam justificar possível intervenção militar; o presidente afirmou que o Irã representa ameaça direta e que pode atingir os EUA com mísseis, alegação não comprovada pela Casa Branca ou pelo Pentágono.
  • Inteligência aponta que levaria cerca de dez anos para o Irã desenvolver um míssil balístico intercontinental capaz de chegar aos EUA, segundo relatos de 2024.
  • Uma avaliação de 2025 da Agência de Inteligência de Defesa aponta potencial uso de veículos de lançamento espacial pelo Irã para desenvolver ICBM até 2035, mas não classifica ameaça direta ao território americano como prioritária frente a Rússia e China.
  • Uma avaliação anual da comunidade de inteligência, divulgada em março, não tratou de ameaça militar direta do Irã aos EUA.
  • O Irã possui considerável arsenal de mísseis — estimativas sugerem cerca de 1.500 mísseis balísticos e 200 lançadores — que podem ameaçar Israel e bases americanas na região, o que complica uma intervenção e pode consumir estoques de interceptores dos EUA.

O núcleo de assessores de Donald Trump tenta defender a intervenção militar dos EUA no Irã, após o presidente indicar, em discurso, que Teerã representa ameaça direta e que seus mísseis poderiam alcançar o território americano. A divulgação ocorre enquanto o aparato de segurança americano sustenta a necessidade de ações para impedir o avanço do programa nuclear iraniano.

Especialistas e autoridades da Casa Branca apontam contradições na linha oficial: a inteligência aponta que o Irã demoraria ainda anos para lançar mísseis intercontinentais capazes de atingir os EUA, e não há consenso público sobre uma ameaça iminente. A administração busca justificar a escalada com base em capacidades futuras.

Marco Rubio, secretário de Estado e conselheiro de segurança, buscou equilibrar as declarações do presidente sem contradizê-lo de forma direta. Ele mencionou avanços iranianos em alcance de mísseis e na exploração de lançadores espaciais, sem detalhar prazos.

As informações públicas citam avaliações de defesa e de inteligência de 2025 e de março deste ano, que questionam o risco imediato para o território americano. Em paralelo, o governo sustenta que a operação bélica já realizada teria neutralizado parte do programa nuclear iraniano.

Mapa regional e avaliações de defesa indicam que o Irã possui estoque considerável de mísseis e pode representar ameaça a bases americanas no Oriente Médio, além de parte de Israel. Dados de fontes vizinhanças destacam milhares de mísseis e drones usados em conflitos anteriores.

No entanto, autoridades militares ressaltam que uma nova guerra poderia exigir grandes recursos logísticos, incluindo estoques de interceptores, e influenciar o equilíbrio de forças na região. A direção do exército tem reiterado a necessidade de cautela ao planejar ações futuras.

Contexto estratégico

Analistas destacam que a liderança iraniana vê os mísseis como elemento de dissuasão e barganha, o que complexifica negociações para conter o programa nuclear. A narrativa oficial enfrenta resistência de aliados e adversários, que exigem evidências verificáveis antes de qualquer escalada militar.

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