- A célula ucraniana do Base, grupo terrorista de base neo-nazista, afirmou ter realizado uma operação bem-sucedida para eliminar um agente inimigo em Odessа, via atentado com carro.
- A peça afirma o assassinato de um oficial da fronteira que teria trabalhado para a Ucrânia, sugerindo que ele “servia o inimigo” e que a ação é apenas o começo.
- Desde abril do ano passado, o Base oferece dinheiro a seguidores e contratados para matar oficiais militares e do governo na Ucrânia.
- O fundador norte-americano do Base, Rinaldo Nazzaro, é apontado por alguns como ligado ao Kremlin, embora ele afirme não controlar a célula ucraniana nem coordenar com a Rússia.
- Especialistas em contrassessoria destacam laços entre o Base e operações de sabotagem russas; imagens vazadas mostram violência extrema atribuída à célula ucraniana, com pelo menos seis membros atuando no país.
O braço ucraniano do grupo extremista The Base, considerado terrorista em vários países, afirma ter realizado assassinatos no território da Ucrânia. A mensagem foi publicada por meio de um canal no Telegram, associando-se a uma operação de explosão de veículo em Odessa. O objetivo, segundo o grupo, seria eliminar agentes inimigos em território ucraniano.
A Base declara que o ataque de Odessa visava um funcionário da fronteira que supostamente prestava auxílio à Rússia no sul do país. A organização afirma que o indivíduo era traidor, sem revelar o nome devido a investigações em curso. A segunda parte da declaração sugere que a ação é apenas o começo.
Contexto e ligações com a Rússia
Desde abril do ano anterior, a Base oferece pagamento a seguidores e contratados para matar militares e funcionários do governo na Ucrânia. Ligação com o fundador norte-americano, Rinaldo Nazzaro, tem sido objeto de publicações que cogitam vínculos com a inteligência russa, embora ele negue dirigir a célula ucraniana.
Nazzaro não respondeu a pedidos de comentário. Em declarações anteriores, ele afirmou não ter controle sobre a célula ucraniana e rejeitou a ideia de coordenação com o governo russo. Autoridades de segurança dos EUA e especialistas em contrterrorismo acompanham os relatos sobre possíveis laços do grupo com operações de sabotagem na Europa.
Avaliação de especialistas
Analistas destacam que a Base tenta se apresentar como uma operação contínua e como uma ameaça ativa, mantendo distância oficial do governo russo. Verificadores apontam a relação entre a célula ucraniana e ações de sabotagem associadas a serviços de inteligência russos, ainda que sem confirmação formal.
O grupo é visto como apresentando incidentes contra alvos ucranianos, com imagens de violência divulgadas pelas redes da Base. Entre as evidências discutidas estão registros de armas de fogo, indivíduos amarrados e propaganda do grupo, supostamente criados com tecnologia de inteligência artificial para parecerem autênticos.
Lei e segurança
Fontes de segurança destacam que a Base pode contar com uma rede de apoio interna na Ucrânia, com possibilidade de atuação em cidades como Kyiv, Odessa e Kharkiv. Especialistas observam que o objetivo do grupo pode incluir pressionar o governo ucraniano a cumprir demandas de natureza étnica ou político-extremista.
Brasileiadamente, a cobertura ressalta a preocupação de autoridades com o papel de grupos extremistas na matriz de violência transnacional. A veracidade de ligações com a Rússia permanece sob avaliação, com autoridades repetindo cautela na confirmação de vínculos diretos.
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