- Após a operação bem-sucedida na Venezuela, Trump avalia a possibilidade de atacar o Irã, com opções militares apresentadas ao presidente pelo alto comando, conforme entrevista/diálogo com David Petraeus.
- Possíveis medidas discutidas incluem ataque de demonstração, ataque de escalonamento para neutralizar o líder supremo, campanha aérea sustentada contra a capacidade de mísseis e alvos ligados ao programa nuclear, além de atacar barcos mineiros e bases de drones.
- Riscos destacados envolvem a possibilidade de falha em interromper a capacidade de retaliação do Irã, uso de proxies na região e incertezas sobre bases e mobilização de forças aliadas, com a ideia de que mudanças de regime são incertas.
- A inteligência cobrira várias fontes (humana, sinais, ciber, geoespacial e aberta), com cooperação próxima a Mossad e Unidade 8200, mas ainda há incógnitas sobre lançadores móveis e estoques de mísseis.
- Contexto internacional: China e Rússia observam; aliados do Golfo mostram cautela, e há preocupação com consequências humanitárias e humanitárias, como deslocamentos e aumento de extremismo, caso haja ataque significativo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia opções militares contra o Irã após operações recentes no exterior. A análise apresentada por David Petraeus, ex-gerente das operações militares no Iraque e no Afeganistão, aborda cenários que poderiam chegar à Casa Branca por meio de conselheiros de segurança.
Segundo a discussão, os planos consideram ações que vão desde demonstrações de força até ataques mais amplos, com foco em interromper capacidades iranianas e dissuadir avanços do regime. A avaliação também aponta riscos de danos colaterais e de retaliação regional.
A conversa ocorreu no episódio mais recente do FP Live, que traz o debate entre Petraeus e o repórter Ravi Agrawal sobre o que pode ser apresentado ao chefe do Executivo americano. O conteúdo completo está disponível para assinantes.
Opções militares e capacidades
Entre as possibilidades discutidas estão ataques de demonstração para sinalizar consequências, tentativas de eliminar líderes-chave e campanhas aéreas sustentadas contra a força de mísseis iraniana. Também se mencionam ações contra balões de lançamento, redes de drones e minas na entrada estratégica de Hormuz.
Estima-se que a força naval dos EUA na região, com carriers, jatos e sistemas de defesa, oferece poder de fogo significativo para uma operação. No entanto, há dúvidas sobre a viabilidade de mudança de regime e sobre a capacidade de evitar danos a aliados e infraestrutura crítica.
A análise ressalta ainda a necessidade de reconhecer vulnerabilidades, como estoques de interceptores, bases com proteção inadequada e o risco de ataques a bases americanas fora da região. A cooperação com aliados regionais é destacada como decisiva para o sucesso logístico.
Ameaças, capacidades de defesa e inteligência
Dados de inteligência de fontes abertas, humanas, de sinais e geoespacial devem ser integrados para mapear lançadores móveis e estoques de mísseis. A colaboração com serviços de inteligência de Israel é citada como parte essencial do esforço de monitoração e desfecho de ataques.
Questionamentos sobre a mobilidade de forças iranianas e a presença de milícias locais na região também compõem a avaliação de risco. A conversa aponta que ataques extensos podem exigir ajustes estratégicos para evitar consequências imprevisíveis.
Perspectivas internacionais e geopolítica
Os efeitos de uma eventual ofensiva iraniana são debatidos sob a ótica de China e Rússia. Enquanto a Rússia enfrenta ocupações na Europa, a China acompanha o desdobramento com cautela, avaliando impactos regionais e econômicos. A cooperação com parceiros na região é ressaltada como crucial para a vigilância.
A discussão também aborda receios de reação de proxies iranianos, como Hezbollah no Líbano e milícias iraquianas, bem como possíveis impactos humanitários e de migração caso haja queda de regime. O papel de atores regionais continua incerto.
Contexto estratégico e cautelas
Petraeus enfatiza que, mesmo com uma força militar robusta, a capacidade de alcançar objetivos mais amplos como regime change é limitada. A necessidade de avaliação de riscos, custos humanos e consequências políticas é destacada, bem como a importância de manter operações dentro de parâmetros estratégicos bem definidos.
Entre na conversa da comunidade