- A Ucrânia atacou a cidade-porto de Novorossiysk, o que levou a uma reprimenda dos Estados Unidos, segundo a embaixadora ucraniana nos EUA, Olha Stefanishyna.
- A mensagem pediu que Kiev se abstenha de atacar interesses dos Estados Unidos, descrita pela Ucrânia como uma demarche do Departamento de Estado.
- Um segundo fonte disse que foi uma ligação telefônica sobre o ataque, não uma demarche formal; o Departamento de Estado não comentou de imediato.
- O ataque de novembro atingiu infraestrutura do Caspian Pipeline Consortium (CPC) no porto russo de Novorossiysk; o CPC é controlado por empresas russas e kazakhas, com participação de Mobil, Shell e Chevron.
- O CPC é a principal rota de exportação do petróleo do Cazaquistão, respondendo por uma parte relevante das receitas do país, e ataques contínuos à infraestrutura energética podem afetar fornecedores ocidentais e os preços globais.
O governo dos Estados Unidos informou a Ucrânia para não atacar interesses americanos na Rússia, segundo a embaixadora ucraniana em Washington. Olha Stefanishyna afirmou que o pedido foi feito após um ataque ucraniano a Novorossiysk, que teria impactado interesses econômicos de EUA e Cazaquistão.
A embaixadora explicou que o comunicado foi apresentado como uma demarche, ou mensagem formal do Departamento de Estado, durante uma coletiva de imprensa na terça-feira. Outra autoridade ucraniana, que falou em off, disse que a conversa ocorreu por telefone e não foi uma demarche oficial.
O ataque de novembro atingiu infraestrutura na região portuária de Novorossiysk, ligada ao CPC, principal via de exportação de petróleo para o Cazaquistão. O CPC é controlado por empresas russas e kazakhstanas, com participação de Mobil, Shell e Chevron entre os acionistas dos EUA.
Contexto: o CPC e o impacto econômico
O CPC é fundamental para as exportações de petróleo do Cazaquistão, respondendo por parcela significativa da receita externa do país. A relação entre ataques, sanções e dinâmica de mercado influencia o preço global do petróleo e a cadeia de suprimentos energética na região.
A Rússia reagiu aos ataques anteriores com críticas, e a diplomacia envolveu também críticas do Kremlin. Em janeiro, houve ataques a duas here de petróleo próximas ao terminal de carregamento do CPC, segundo a imprensa internacional.
Avaliação de impactos e participação dos EUA
Especialistas divergem sobre o efeito prático da reprimenda: a maioria aponta que fontes de infraestrutura com participação norte-americana já passaram por desamericanização. Ainda assim, ataques contínuos ao CPC podem afetar empresas ocidentais e kazakhstanas, além de pressões sobre preços globais do petróleo.
Analistas ressaltam que a continuidade de ações contra infraestruturas do CPC poderia favorecer interesses de Moscou ao incentivar compradores como Índia, China e Turquia a adquirir petróleo russo com menor desconto, elevando preços globais.
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