- O Estado Islâmico reivindicou dois ataques contra o exército sírio, em Mayadin, Deir al-Zor, e na cidade de Raqqa, marcando o que o grupo chamou de uma “nova fase” de operações.
- O grupo afirmou ter atingido “um indivíduo do regime sírio apóstata” em Mayadin com uma pistola, e dois militares com metralhadoras em Raqqa.
- O Ministério da Defesa da Síria informou que um soldado e um civil foram mortos por atacantes desconhecidos; a fonte militar disse que o soldado era da quarenta e segunda divisão.
- O grupo afirmou que a Síria saiu da “ocupação iraniana” para a “ocupação turco-americana” e afirmou ter iniciado uma nova fase de ações contra a liderança.
- O atentado ocorre dias após outra attaque em Deir al-Zor e em meio a relatos de escalada contra o governo sírio, com o grupo destacando o ex-líder Ahmed al-Sharaa.
ISIS reivindicou neste sábado duas ações contra forças do governo sírio, em momentos de acentuada escalada. A milícia disse ter atingido pessoal do exército em Mayadin, Deir al-Zor, com uma pistola, e atacado outros dois membros com metralhadoras na cidade de Raqqa, no norte.
O Ministério da Defesa da Síria confirmou, em comunicado, a morte de um soldado e de um civil no ataque de hoje, sem detalhar os responsáveis. Uma fonte militar citada pela Reuters informou que o soldado era da 42ª Divisão do Exército.
O grupo também divulgou, via agência Dabiq, uma mensagem do porta-voz Abu Hudhayfa al-Ansari, afirmando que o país passou de ocupação iraniana para ocupação turco-americana e que começou uma nova fase de operações contra a liderança síria. Sharaa, já ex-ala de al Qaeda, figura como alvo no discurso.
Contexto
Sharaa assinou a adesão da Síria à coalizão global contra o EI durante viagem aos EUA em novembro, reunindo-se com o então presidente Donald Trump. A organização já contabiliza seis ataques contra alvos do governo sírio desde a queda de Assad.
Desdobramentos
O episódio ocorre dois dias após o EI confirmar outra agressão em Deir al-Zor, com um policial morto e outro ferido. Diversos perfis pró-IS em redes sociais têm incentivado ataques com motos e armas de fogo.
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